08/04/2021 às 17:30
Negócios


TI da América Latina será última a se recuperar da pandemia de Covid-19
Convergência Digital

Os gastos mundiais com tecnologia da informação vão totalizar US$ 4,1 trilhões (R$ 21 trilhões) em 2021, um aumento de 8,4% em relação a 2020, segundo projeções da consultoria Gartner. Mas a recuperação entre países, indústrias verticais e segmentos de TI ainda varia significativamente e a América Latina será a última.

Do ponto de vista da indústria, os gastos bancários e com títulos e seguros se assemelharão aos níveis pré-pandêmicos já em 2021, enquanto o varejo e o transporte não verão a mesma recuperação até perto de 2023. Regionalmente, a América Latina deve se recuperar em 2024, enquanto a Grande China já ultrapassou os níveis de gastos de TI em 2019. Espera-se que a América do Norte e a Europa Ocidental se recuperem no final de 2021.

O Gartner também aponta para mudanças no financiamento das novas iniciativas de negócios digitais, que passará a vir com mais frequência de departamentos de negócios fora de TI e cobrados como custo da receita ou custo dos produtos vendidos. 

“A TI não oferece mais suporte apenas às operações corporativas como tradicionalmente, mas participa totalmente da entrega de valor de negócios”, disse John-David Lovelock, vice-presidente de pesquisa da Gartner. “Isso não apenas muda a TI de uma função de back-office para a frente de negócios, mas também muda a fonte de financiamento de uma despesa indireta que é mantida, monitorada e às vezes cortada, para o que gera receita.” 

Todos os segmentos de gastos com TI devem ter um crescimento positivo até 2022, afirma a consultoria. O maior crescimento virá de dispositivos (14%) e software corporativo (10,8%), conforme as organizações mudem seu foco para fornecer um ambiente mais confortável, inovador e produtivo para sua força de trabalho.

“No ano passado, os gastos com TI assumiram a forma de uma reação 'instintiva' para habilitar uma força de trabalho remota em questão de semanas. À medida que o trabalho híbrido se firma, os CIOs se concentrarão em gastos que possibilitem a inovação, não apenas a conclusão de tarefas ”, disse Lovelock.


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