Clicky

Convergência Digital - Home

Furukawa: redução de latência passa por uma boa infraestrutura de fibra e nuvem

Convergência Digital
Da redação do 5x5 TecSummit - 11/12/2020

Para se ter uma boa conectividade em dispositivos móveis, é preciso também ter uma boa infraestrutura física em fibra ótica, data centers e nuvem. Para que os serviços de um banco, por exemplo, cheguem até a palma da mão do cliente, é preciso ter comunicações óticas, de modo a permitir o aumento da velocidade, da confiabilidade e também para reduzir a latência.

Durante sua participação no 5×5 TecSummit, evento online que abordou assuntos financeiros nesta quinta-feira, 10, Flávio Marques, gerente da engenharia de aplicação da Furukawa, explicou que a redução do tempo que um pacote de dados leva para chegar de um ponto a outro na Internet de quinta geração depende da estrutura física. “Não adianta trabalhar a redução de latência no 5G se toda a consulta tiver que passar pela infraestrutura física até o data center e essa estrutura física não contribuir para isso”, explicou o executivo.

Marques também lembrou em sua fala que a nuvem começa como uma conexão de vários pontos, que são desde os data centers, onde estão as aplicações de nuvem, até as bordas dessas clouds, que são outros data centers menores, mas também os sistemas de distribuição, como o sistema de 5G, de ISPs, entre outros. “Tudo tem que estar conectado na nuvem, que nada mais é do que uma virtualização global. Tudo o que se tem, para carregar na nuvem, deve estar inserido num conjunto de data centers que estão rodando aplicações e todos estão conectados”, explicou o gerente de engenharia de aplicações da Furukawa.

Alternativas

“A fibra ótica permite a conexão dentro do data center, onde as coisas acontecem, e entre os datas centers. E, para todos os sistemas que fazem a distribuição disso, para as operadoras, a infraestrutura do 5G etc, a velocidade e a redução de latência também estão sendo exigidas neste caso”, completou Marques. Não à toa, segundo o executivo, atualmente, a Furukawa procura soluções alternativas de sistemas óticos de modo a tirar processamento de sistemas de transmissão para não gerar mais latência.

Uma outra possibilidade são os edge data centers, ou seja, distribuir data centers de modo que ele fique mais próximo do usuário, reduzindo, então, a latência. “As aplicações estariam próximas do cliente, sendo processadas localmente, trazendo uma vantagem muito grande do ponto de vista de tirar a carga dos data centers maiores, centrais, e fazer uma resposta em tempo menor. Aqui no Brasil tem operadoras fazendo isso”, explicou Marques.

Os ISPs, segundo Marques, podem ser considerados como edge data centers. São mais de 6 mil espalhados pelo Brasil e são responsáveis por conectar milhões de pessoas. “Os aplicativos que estão rodando no celular têm um nível de segurança muito alto para fazer a conexão dele até a nuvem ou até as aplicações bancárias. Quanto mais se colocar a segurança em um pequeno data center, dentro de um ISP, melhor para a conectividade em geral”, resumiu o executivo.

Para trabalhar com esse formato de edge data center, a Furukawa lançou o programa “400 giga ready”, que visa preparar esses data centers de modo que estejam prontos para os próximos desafios de velocidade, redundância, disponibilidade e ainda contribua mais com a redução dessa latência. “Toda a conexão de velocidade maior ou menor, seja data center gigante ou dentro de um ISP, é uma preocupação nossa em conectá-los na maior velocidade possível”, disse Marques.

IA

Outro ponto que vem exigindo dos data centers são as aplicações em inteligência artificial e machine learning. Para o gerente de engenharia da Furukawa, “a IA demanda  dentro dos data centers um aumento de velocidade incrível. E a gente não tinha visto isso antes. Soma-se a isso a demanda por digitalização que a pandemia (do novo coronavírus) acelerou. Entendemos que esse cenário de conectividade do data center edge é tão importante quanto a conectividade da própria nuvem”, completou o executivo.

5×5 TecSummit

O 5×5 TecSummit é um evento online organizado nesta semana em uma parceria de cinco sites de jornalismo especializado em TI e telecom: Convergência Digital, Mobile Time, Tele.síntese, Teletime e TI Inside. O seminário discutiu tendências em tecnologia em cinco verticais: governo, saúde, energia, finanças e entretenimento. Inscreva-se gratuitamente e recupere o conteúdo produzido.


Ministério da Justiça escolheu nuvem da Oracle para atender ao consumidor

"A nuvem nos abre um novo catálogo de possibilidades para serviços", afirma o coordenador geral de infraestrutura e serviços do Ministério da Justiça, Leonardo Greco. Serviço consumidor.gov.br migrou para a Oracle no final de maio.

Icatu Seguros: mudar atendimento ao cliente para a nuvem foi decisão irreversível

Seguradora contratou a CXone, da NICE, para migrar, em tempo recorde, os seus funcionários para o trabalho remoto. "Tínhamos de não perder a qualidade e a eficiência e adaptar o serviço ao dia a dia das casas dos colaboradores", conta o diretor de Marketing e canais, Rafael Caetano.

Destaques
Destaques

Justiça do DF diz que dados em nuvem não têm proteção contra quebra de sigilo

Para o relator do caso, "dados armazenados em nuvem não evidenciam uma comunicação de dados" e, por isso, não estariam protegidos pela legislação. 

"Chegamos para brigar com AWS, Google e Azure na nuvem pública", diz José Nilo, da Huawei

Empresa monta o seu segundo data center no Brasil, em local não revelado por segurança, e diz que vai também aumentar presença na oferta de Kubernetes e contêineres, hoje dominada pela Red Hat, da IBM.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

IA, nuvem e IoT exigem data centers mais eficientes

Por Ed Solis*

Adoção crescente de tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e PoE estão na lista para melhorar o desempenho das redes e a eficiência do gerenciamento.

A Covid-19 e o governo digital

Por Marcos Boaglio*

A digitalização impõe adotar uma cultura de inovação na qual se fomente a experimentação, derrubar barreiras a partir de novos veículos de aquisição e implementar uma classificação de dados moderna, assim como desenvolver capacidades para empoderar os trabalhadores para finalmente aproveitarem as novas tecnologias.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site