18/01/2021 às 13:00
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De saída, Trump amplia bloqueio à Huawei e revoga licenças para componentes
Convergência Digital*

Em seus últimos dias, o governo de Donald Trump notificou os fornecedores da Huawei, incluindo a fabricante de chips Intel, que está revogando certas licenças para vender à empresa chinesa e pretende rejeitar dezenas de outros pedidos ainda pendentes. As informações são da agência Reuters. Os avisos vieram em meio a uma enxurrada de esforços dos EUA contra a China nos dias finais da administração de Trump – a posse de Joe Biden é quarta, 20/1. 

Huawei e Intel Corp não quiseram comentar. O Departamento de Comércio disse que não poderia comentar sobre decisões específicas de licenciamento, mas disse que o departamento continua a trabalhar com outras agências para aplicar "consistentemente" as políticas de licenciamento de uma forma que "proteja a segurança nacional dos EUA e os interesses da política externa". 

Em um e-mail visto pela Reuters documentando as ações, a Semiconductor Industry Association disse na sexta-feira, 15/1, que o Departamento de Comércio emitiu "intenções de negar um número significativo de pedidos de licença de exportação para a Huawei e a revogação de pelo menos uma licença emitida anteriormente". Fontes familiarizadas com a situação, que falaram sob condição de anonimato, disseram que houve mais de uma revogação. Uma das fontes disse que oito licenças foram retiradas de quatro empresas.

Os Estados Unidos colocaram a Huawei em uma do Departamento de Comércio em maio de 2019, que restringe os fornecedores de vender produtos e tecnologia desenvolvida no país para a fabricante chinesa. Algumas vendas foram permitidas e outras negadas, enquanto os Estados Unidos intensificavam sua repressão à empresa, em parte expandindo a autoridade dos EUA para exigir licenças para vendas de semicondutores feitos no exterior com tecnologia americana. Antes da última ação, cerca de 150 licenças estavam pendentes por US$ 120 bilhões em bens e tecnologia, que foram suspensas porque várias agências dos EUA não conseguiram chegar a um acordo sobre se deveriam ser concedidas, disse uma pessoa familiarizada com o assunto.

Outros US$ 280 bilhões em pedidos de licença para bens e tecnologia para a Huawei ainda não foram processados. Uma regra de agosto dizia que os produtos com capacidade 5G provavelmente seriam rejeitados, mas as vendas de tecnologia menos sofisticada seriam decididas caso a caso. Segundo a imprensa chinesa. a Qualcomm, a Micron Technology, a Samsung, SK Hynix, a Macronix International e a empresa chinesa de chips Semiconductor Manufacturing International Corp enviaram pedidos, mas apenas a Intel declarou publicamente que tinha sido aprovado. 

E em outra frente, ainda na semana passada, outra fabricante chinesa, a Xiaomi, foi adicionada a uma lista de empresas consideradas como tendo ligações com os militares chineses, enquanto a China se viu entre vários países enfrentando restrições nas compras de tecnologia de rede devido a preocupações com a segurança da cadeia de suprimentos. As transações com uma série de aplicativos chineses também foram proibidas, e a Bolsa de Valores de Nova York retirou as três maiores operadoras móveis do país.

Aqui no Brasil, a grande imprensa noticia que a Huawei contratou o ex-presidente da República, Michel Temer, para ser lobista da empresa em Brasília. Temer tem uma ótima relação com o presidente Jair Bolsonaro, principal antagonista da fabricante chinesa no País.


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