OPINIÃO

Como o IT Mirror pode aprimorar a gestão de e-commerces

Por Mariano Gomide de Faria*
17/05/2019 ... Convergência Digital

Ampliar as vendas e cortar os custos sem baixar a qualidade de produtos ou serviços é, sem dúvida, a busca constante de qualquer operação de e-commerce, varejo e indústria. Especificamente nas empresas que estão em contínua transformação digital, alguns dos maiores desafios se concentram em expandir o diálogo entre as áreas de negócios e de tecnologia, e descobrir como agradar o cliente de modo que seu retorno seja recorrente.

Na minha visão, a reestruturação das áreas de negócios e TI e a avaliação minuciosa de compras orgânicas, proporcionadas pela aplicação das teorias do IT Mirror e pela análise do Customer Magic Quadrant, são fundamentais para superar esses obstáculos. Do lado “interno” das companhias, proponho uma nova forma de pensar. Nela, a área de TI é eliminada do organograma e, ao lado de cada management de negócio, há um par programador ou técnico.

Ou seja, os vice-presidentes teriam seu par de tecnologia que espelharia todas as suas funções e deveria também atingir todas as suas metas (com direito à mesma remuneração e bônus). Seguindo essa linha, o CEO segue ao lado do CEO IT Mirror, Diretor de Operações IT Mirror, Diretor de Vendas IT Mirror, e assim sucessivamente, para que cada área cuide de sua unidade de serviço de forma completa, decidindo o que, para ela, é melhor em termos de soluções tecnológicas. Com o IT Mirror, as empresas ganham velocidade e eficiência, e o profissional técnico passa a entender do negócio como um todo, além de conhecer as especificidades da gestão focada em resultados e não mais em projetos, por exemplo.

Um dos ganhos é garantir que o Management e o Management IT Mirror não apenas atuem juntos, promovendo rapidez nas decisões e na escolha das melhores práticas para sua gestão em par, mas que esse movimento permita às empresas ganhar margem no bottom line, eliminar a tecnologia como área matricial, e competir neste novo mundo digital.

Do lado “externo” das companhias, aposto no Customer Magic Quadrant como sendo o pote de ouro da interação no e-commerce. Sabemos que o segredo do varejo online sustentável está na capacidade de aumentar dois KPIs: O DORO – Direct and Organic Recurrent Orders, ou Pedidos Recorrentes Diretos e Orgânicos, e o AOV – Average Order Value, ou Valor Médio de Pedidos. Se os números de DORO e AOV forem bons, significa que a empresa realmente é focada nos clientes.

Juntas, a média do DORO e a mediana do AOV formam um quadrante que desenha o que os clientes pensam sobre a empresa e de que maneira estão dispostos a consumir seus produtos e serviços, ou não. Se esses valores não forem essenciais para a companhia, indica que a operação está mais voltada para os produtos e receita de compras, algo que não tem se mostrado sustentável. Marcas que valorizam os clientes e buscam entender a opinião deles criam uma relação pura de fidelidade e prosperam no mercado digital.

Mariano Gomide de Faria é Fundador e co-CEO da VTEX


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