Clicky

Vivo, Claro e TIM fatiam Oi Móvel. Anatel diz que há muito por analisar

Luís Osvaldo Grossmann ... 14/12/2020 ... Convergência Digital

Em comunicados ao mercado, Vivo, Claro e TIM explicaram, enfim, os termos do fatiamento da Oi Móvel, cuja venda foi homologada nesta segunda, 14/12, pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde corre a recuperação judicial da Oi. Além de quanto pagaram pelo fatiamento do ativo Oi Móvel, as empresas anunciaram o que cada uma levou no negócio.

Em linhas gerais, a divisão foi de 44% para a TIM, 33% para a Vivo e 23% para a Claro. O trio explicou parte da divisão, mas os detalhes finos ainda precisam ser submetidos à Anatel. “Há uma série de procedimentos e análises a serem realizados”, destaca o presidente da agência, Leonardo de Morais. “As condições de contorno da operação não foram explicitadas e é prudente aguardar a formalização do pedido de anuência prévia”, ressaltou. 

Um ponto central é que a venda por R$ 16,5 bilhões representa a troca do ativo mais valioso do negócio de telecomunicações para o enfrentamento da crise e o consequente plano de soerguimento econômico-financeiro da Oi. A empresa já vendeu datacenters e torres, e espera alienar, pelo menos, 51% da operação de fibra óptica. A joia da coroa ficou com os concorrentes. 

O maior desembolso será da TIM, R$ 7,3 bilhões, ou 44% do preço total do negócio. Com isso vai levar aproximadamente 14,5 milhões de clientes, ou 40% da base atual da Oi Móvel, além de 7,2 mil sites (49% do total). E ainda os especialmente cobiçados 49 MHz em radiofrequências, um pouco mais de 53% de todo o espectro atualmente detido pela Oi. Com isso, a TIM passará a contar com 166 MHz de espectro. A empresa leva, ainda, o 58% da capacidade dos circuitos da Oi. 

A Vivo vai pagar R$ 5,5 bilhões, exatamente um terço do valor total. Por esse preço, vai ficar com 10,5 milhões de clientes da Oi, ou cerca de 29% da base, e o uso de 2,7 mil sites (19%). O acordo prevê, ainda, o uso de 22% do contrato de capacidade de rede. E, assim como a TIM, a Vivo também abocanha o restante das radiofrequências da Oi, em um total de 43 MHz – o que representa um pouco mais de 46% do espectro da tele móvel que deixa de existir. Como resultado, a Vivo pula dos atuais 155 MHz para 198 MHz de espectro disponível. 

Já para a Claro o tamanho do investimento chega a R$ 3,7 bilhões (22% do total), mas com isso levará quase 32% dos assinantes da Oi, algo próximo a 11,5 milhões de clientes. Além disso, a empresa ficará com 4,7 mil sites, também correspondente a cerca de 32% da rede vendida. E ainda com 20% do contrato para uso dos circuitos da Oi. A Claro, que até então era a operadora móvel com maior quantidade de espectro e não levou adicional, manteve-se com os 177 MHz que já possui. Vale lembrar que a Claro recentemente comprou a Nextel. 

Sem surpresas, não houve concorrentes ao trio. “Em razão da apresentação da única proposta fechada para aquisição da UPI Ativos Móveis, o Juízo da Recuperação Judicial homologou a proposta das Proponentes como vencedora do procedimento competitivo de alienação da UPI Ativos Móveis, após as manifestações favoráveis do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e do Administrador Judicial”, anotou a Oi em comunicado ao mercado. 

Completa ainda a Oi que “conforme previsto no Edital UPI Ativos Móveis, será celebrado com as Proponentes o respectivo Contrato de Compra e Venda de Ações, ficando a efetiva conclusão da transferência das ações sujeita ao cumprimento das condições previstas em tal contrato, dentre as quais, a anuência prévia da Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, e a aprovação da compra e venda das ações pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, CADE”.


Internet Móvel 3G 4G
Deutsche Telekom investe em roaming para ser global com NB-IoT

Operadora trabalha com parcerias com outras teles como Vodafone, Orange e Telecom Italia, o que abriria, por exemplo, espaço para uma parceria no Brasil com a TIM, qu tem uma forte estratégia de Internet das Coisas.

Wi-Fi 6E Brasil 2021 - Cobertura especial - Editora ConvergenciaDigital

Wi-Fi 6E: o futuro da infraestrutura do Wi-Fi

As faixas de 2,4 GHz e de 5 GHz estão congestionadas no Brasil e torna-se urgente ter mais frequência por mais capacidade e eficiência, afirma o chefe de Tecnologia da CommScope para Caribe e América Latina, Hugo Ramos.

Wi-Fi 6E: o futuro da infraestrutura do Wi-Fi

As faixas de 2,4 GHz e de 5 GHz estão congestionadas no Brasil e torna-se urgente ter mais frequência por mais capacidade e eficiência, afirma o chefe de Tecnologia da CommScope para Caribe e América Latina, Hugo Ramos.

Empresa brasileira se prepara para oferecer Wi-Fi como serviço

Definindo-se como uma empresa de software que precisa de hardware e frequência para atuar, a Mambo Wi-Fi diz que os hotspots públicos vão crescer até nove vezes até 2022 com a liberação da faixa de 6 GHz para serviços não licenciados.

Cambium Networks: é urgente a necessidade de atualização das redes para o Wi-Fi 6

“O número de aparelhos vai crescer de forma exponencial nos próximos três anos e é interessante começar a colher benefícios o mais cedo possível”, diz o vice-presidente de Gestão de Produtos da empresa, Scott Imhoff. 

Brasil assume liderança e se torna hub do Wi-Fi 6E nas Américas
Amazon: Wi-Fi 6 e Wi-Fi 6E têm um casamento perfeito com o 5G
Chile vai usar Wi-Fi 6E para a universalização do acesso à internet
Wi-Fi Alliance: é possível harmonizar serviços na faixa de 6 GHz
"Se já geramos trilhões de dólares com pouca frequência, imagina com três vezes mais espectro", diz o Wireless CTO da Intel
Cisco: demanda para Wi-Fi em toda a faixa de 6 GHz já chegou
Veja mais matérias deste especial

Vivo assume que rede neutra fará a diferença no 5G

Batizada de FiBrasil, a rede neutra terá papel central na estratégia nacional, afirmou o CEO da Vivo, Cristian Gebara.

Baigorri: Esperar demanda para exigir 5G pleno é o oposto de política pública

“O desconto no valor da frequência é uma decisão de Estado para financiar o investimento. É usar recurso público para garantir que Macapá, Boa Vista e Rio Branco tenham as mesmas funcionalidades de São Paulo”, afirma o relator do 5G na Anatel, Carlos Baigorri. 

CVM cobra Telebras que anuncia renovação por 10 anos de contrato com Eletrobras

Acordo vale para o uso de fibras óticas e infraestrutura de telecomunicações com a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte) e Furnas Centrais Elétricas S/A (Furnas). Estatal teve movimentação atípica de ações.

STF descarta ação da PGR e mantém gratuidade do direito de passagem

Maioria do Plenário acompanhou o entendimento do relator, Gilmar Mendes, de que um ordenamento unificado nacional faz parte das competências da legislação federal. Para Conexis, "STF reconheceu papel vital da conectividade".




  • Copyright © 2005-2021 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G