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Estudo diz que celulares do Brasil não fazem mal à saúde

Convergência Digital - 19/12/2019

Um estudo realizado pela Anatel sobre a radiação emitida pelos dispositivos de telecomunicações indica que celulares, modens wifi, telefones sem fios ou aparelhos bluetooth em uso no Brasil, e homologados pela agência, apresentam valor médio do indicador SAR “muito abaixo do valor médio recomendado pela Organização Mundial de Saúde”. 

SAR é o acrônimo em inglês para ‘taxa de absorção específica e representa a taxa de energia eletromagnética emitida por aparelhos de comunicação sem fio que o tecido biológico do corpo humano absorve. A OMS recomenda o limite máximo de SAR de 2 W/Kg (watts por quilograma) para a região da cabeça e do tronco. 

O estudo realizado pela Anatel utilizou dados de 18 mil medidas de SAR realizadas de 2013 a 2019 no Brasil. Dentre essas medidas, mais de 12 mil são de aparelhos celulares, cujos resultados demonstraram que, para a tecnologia 3G, a média das medidas apresentou o valor de 0,428W/Kg. Já para o 2G, o valor médio ficou em 0,341 W/Kg, para o 4G, o valor médio foi de 0,291 W/Kg.

A Anatel também analisou a emissão de radiação por modens wifi (0,210 W/Kg) e aparelhos bluetooth (0,192 W/Kg), onde também se observa um valor médio bem abaixo do limite recomendado pela OMS. E destaca que ainda não existem estudos conclusivos que comprovem a existência de riscos à saúde humana causados por emissões de radiação não ionizante por equipamentos portáteis.

“Dos resultados, também se observa que o aumento da capacidade de transmissão de informações resultante da evolução das tecnologias de transmissão de dados (2G, 3G, 4G) não está associado a um incremento nos valores de emissões de radiação não ionizante pelos aparelhos”, diz a Anatel. 

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