Convergência Digital - Home

Acordo bilionário com a Microsoft é rejeitado pela comissão de TI do TJ/São Paulo

Convergência Digital
Convergência Digital* - 10/05/2019

A Comissão de Tecnologia do Tribunal de Justiça de São Paulo foi contra a assinatura do contrato com a Microsoft por dispensa de licitação. Em parecer enviado em abril ao presidente da corte, desembargador Pereira Calças. O documento foi acessado pelo portal Conjur e divulgado nesta sexta-feira, 10/05. Nele, os membros da comissão criticaram o contrato, que envolve o fornecimento de um novo sistema de processo eletrônico, e anunciaram sua dissolução. O acerto com a Microsoft é orçado em R$ 1,32 bilhão por cinco anos.

O grupo lista diversos motivos para o tribunal não fechar o contrato com a Microsoft. O principal deles é a dependência que a corte terá da fornecedora, fato que não acontece atualmente. "Agora com o modelo de contratação proposto, o nível de dependência será elevado em demasia, o Tribunal ficará literalmente nas mãos da empresa. Tudo ficará com a Microsoft, todos os sistemas e os dados. Imaginemos o que ocorrerá daqui cinco anos, findo o contrato, que condições de negociação o Tribunal terá diante da empresa que tudo detém?", reporta o relatório.

A Comissão ainda afirma que a magnitude do serviço proposto é tão grande que muito dificilmente será feito no prazo combinado. O relatório aponta ainda que a adoção de sistema armazenado em nuvem pode (e provavelmente vai) gerar conflito com o que determina a Lei Geral de Proteção de Dados. Segundo os integrantes da Comissão, o artigo 26 da lei afirma que o Poder Público não pode passar para entidade privada dados pessoais que administra. "Como justificar a disponibilização em nuvem, sendo a Microsoft (entidade privada) a gestora da nuvem e consequentemente dos dados?", indagam.

Além disso, adverte a Comissão de Tecnologia do Tribunal de São paulo, a Resolução 185 do CNJ proíbe que qualquer tribunal passe a utilizar sistema que não seja o PJe, com exceção dos que já estavam implementados. A Comissão relembrou que o TJ contratou no início dos anos 2000 um serviço da Microsoft e não foi bem atendida. Além disso, disse que o governo do Estado contratou a empresa para fazer um sistema chamado "Detecta", que só funcionou após contratos adicionais terem sido feitos.

O Órgão Especial do TJ-SP declarou apoio ao contrato suspenso com a Microsoft. Já o Conselho Nacional de Justiça mantém o contrato, mas autorizou o TJ a estudar soluções não relacionadas ao PJe, sistema adotado como política de uniformização do CNJ — embora tenha mantido a proibição de a corte licitar ou contratar outras tecnologias sem autorização.

Fonte: Portal Conjur


Recrutadores e a dura tarefa de contratar cientistas de dados

O maior gargalo é encontrar profissionais adequados às demandas das empresas e o Brasil, hoje, é um exportador de talentos para outros países.

Destaques
Destaques

Metade das empresas no Brasil não confia na própria análise dos dados

Levantamento da Serasa Experian mostra ainda que 42% das companhias brasileiras admitem perder dinheiro com a má qualidade das informações. Má governança é vista como um desafio a ser superado. O mais grave: mais de 70% destão sem estratégia para superar essa etapa.

Dataprev vai comprar Inteligência Artificial e exige uso da nuvem pública

Estatal de TI não revela o montante a ser pago, mas diz que contrato será de 24 meses e inclui capacitação técnica dos funcionários, no modelo de serviços por demanda. Propostas devem ser enviadas até o dia 20 de julho.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

Transformação digital exige eficiência no gerenciamento

Por Luiz Fernando Souza*

Prevenir é sempre melhor do que remediar. Essa é uma máxima que precisa ser aplicada à transformação digital, e vale quando falamos da gestão dos servidores. E as razões são simples: é menos sofrido, menos dolorido e mais barato manter uma rotina de trabalho focada na manutenção, preservando com inteligência dados e sistemas.

Jornada para a nuvem: evite as armadilhas e faça a coisa certa

Por Fábio Kuhl*

Até bem pouco tempo, a nuvem era inovação, hoje me arrisco a dizer que, em breve, uma commodity.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site