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Pagamento móvel perde vez para cartões de débito nos bancos

Convergência Digital - Carreira
Ana Paula Lobo - 18/04/2013

Os bancos brasileiros avançam nas negociações para o uso do pagamento móvel - acreditam que até o final do ano, um modelo estará disponível no mercado com a intervenção do Banco Central - mas, na prática, preferem priorizar os cartões- em especial os de débito - a mexer em pontos críticos na relação interbancária: a ausência de interoperabilidade entre os sistemas existentes para a mobilidade e a entrada de novos players, leia-se as teles, na divisão do bolo da receita.

O banco móvel - para consultas de extratos e saldos - foi o serviço que mais cresceu em 2012, alcançando 6 milhões de contas, segundo revelou a Pesquisa Ciab Febraban, divulgada nesta quarta-feira, 17/04, na capital paulista. A base praticamente triplicou em relação a 2011 quando existiam apenas 1,6 milhão de contas, mas a transação financeira efetiva ainda é para bem poucos - 2,6% - e boa parte delas pode acontecer via tablet, uma vez que as instituições não diferenciam acessos por dispositivos móveis.

Os números mostram ainda que o volume de transações por meio dos dispositivos móveis aumentou 333% ano passado. Em 2012, foram realizadas 823 milhões de transações por esse canal, ante 190 milhões de operações registradas no ano anterior. Sobre o pagamento movel, o diretor de Tecnologia da Febraban, Luis Antonio Rodrigues, que também comanda a área de TI do Banco Itaú,  afirmou acreditar que um acordo entre todos os agentes envolvidos - aquarios (credenciadores de cartões), cartões de crédito, bancos, teles e Banco Central - poderá ser fechado até o final deste ano.

Mas admitiu que o grande problema, hoje, para massificar o modelo - mais do que esperar o aumento da base de smartphones - é a falta de interoperabilidade entre os sistemas usados pelos bancos. "Cada banco criou o seu serviço e eles não se falam entre si. Teríamos que resolver isso. A regulamentação também precisa ser definida, mas estamos avançando. O pagamento móvel está na lista dos principais bancos", diz.

Mas a verdade é que os bancos estão jogando suas fichas num outro modelo - onde não há novos agentes na divisão da receita - que é o pagamento por cartões de crédito e débito. Segundo o estudo CIAB Febraban, os cartões de crédito, débito e lojistas despontam como meio de pagamento altamente utilizado, com penetração superior nas classes A/B (atuais 88%) e penetração crescente na classe C (atuais 68%).

De acordo ainda com a pesquisa, os cartões de débito são mais numerosos do que os de crédito e os de rede e loja(38% vs. 26% e 36% respectivamente),confirmando o aumento da presença dos bancos na ponta do comércio. Os números mostram também que as classes C, D e E ainda têm muito por crescer no uso dos cartões e é, exatamente, este mercado, que o pagamento móvel vislumbra para crescer e aumentar a bancarização - estimada em 55% no país.

Em março,o diretor de politica monetára do Banco Central, Aldo Mendes, deixou claro que o desenho básico fechado para o pagamento móvel será de um sistema atrelado a contas correntes, direcionado a operações de baixo valor e que deverá ser adotado de forma gradativa. Primeiro para transações diretas, pessoa a pessoa; depois transferências que envolvam o comércio; e, finalmente, a possibilidade de transferências de governo, como o Bolsa Família. O executivo também informou a norma geral sobre pagamento móvel está pronta, mas ainda aguarda a palavra final da Casa Civil. Segundo ele, a regra – em princípio uma Medida Provisória – trará conceitos gerais do sistema, deixando a descrição de seu funcionamento para regulamentos infralegais.

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