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4G Brasil: Ao criticar PROTESTE, Paulo Bernardo diz que consumidor não quer ser 'tutelado'

Convergência Digital - Carreira
Ana Paula Lobo - 30/04/2013

"O consumidor brasileiro é inteligente. Ele não quer ser tutelado. O 4G será, sim, muito procurado. Os preços já estão bem semelhantes aos do 3G e até mais baratos do que os do 3G, quando estes foram lançados", disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para rebater a nota oficial da PROTESTE, que questionou a oferta planejada pelas teles e recomendou aos brasileiros não comprar os planos por escassez de cobertura e aparelhos compatíveis com a faixa de 2,5GHz, além de preços considerados elevados.

Paulo Bernardo participou nesta terça-feira, 30/04, do lançamento comercial do 4G da Vivo, realizado na sede da tele, na capital paulista. Posição endossada pelo presidente da Anatel, João Rezende, também presente ao evento da Vivo. "O consumidor, se não ficar satisfeito, vai entupir as centrais de atendimento ao cliente da Anatel e dos call centers das operadoras. Mas não há porquê não apostar na nova tecnologia. O Brasil está na vanguarda. Poucos países no mundo têm operação no 4G". Ao mesmo tempo, Rezende sustentou que todas as teles estão sendo monitoradas e fiscalizadas. "Vamos fazer de tudo para que a cobertura de 50%, prevista para essa fase, seja atendida de fato", frisou.

Durante a sua apresentação, Paulo Bernardo - além de rebater as críticas da PROTESTE - também aproveitou para criticar as próprias teles. "Eu li muito que não ia dar certo. Que o prazo estava muito apertado. Mas é fato que, hoje, todas as teles estão com suas ofertas 4G, mesmo com a questão séria das antenas. Demos conta do recado", frisou o ministro das Comunicações. Também definiu serviços de telecom como essenciais. "Telefonia, seja móvel ou fixa, já é serviço essencial. A internet também. Para a população se desenvolver, esses serviços são essenciais", acrescentou.

Paulo Bernardo lembrou que a Copa do Mundo de 2014 será o primeiro grande teste mundial do 4G. "Os olhos do mundo vão estar aqui. Na Inglaterra, a Olimpíada não teve o 4G. Na Copa das Confederações, teremos ainda para poucos. Mas teremos grande procura", completou.

A expectativa do ministro com o 4G é tanta que ele considerou 'conservadora' a projeção feita pelo presidente da Anatel, João Rezende, que previu cerca de quatro milhões de assinantes 4G até dezembro. "Acho muito conservador. Vamos ter mais. Tanto que estou apostando um jantar com o Rezende", frisou, sem, no entanto, querer dar um montante para ser comparado ao final da 'aposta'.

Sem compartilhamento com a Claro

O serviço 4G da Vivo - que comprou 20 MHz + 20 MHz - está disponível nas seis cidades que sediarão a Copa das Confederações - Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. Mas também já está presente em São Paulo - cuja meta seria dezembro. Para atender a essa cobertura, a tele afirma ter instalado 1.234 antenas 4G, que vão operar na faixa de frequência de 2,5 GHz. Até o final de maio, o serviço chegará também a Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.

Indagado sobre o compartilhamento com a Claro, o presidente da Vivo, Antonio Carlos Valente, disse que como o contrato ainda não foi assinado, ainda não houve nenhum plano operacional feito de forma conjunta. "Vamos esperar assinar para definirmos como será o compartilhamento. Mas nessa etapa, temos operações distintas", declarou o executivo.

Batizado de Vivo 4G Plus, o serviço 4G chega com planos para smartphones, modems e tablets e também para o Vivo Box, um produto específico da Telefônica Vivo para conectar a casa do cliente à internet. Para smartphones, os planos oferecem franquia de dados de 2GB a 6GB, além de voz ilimitada para Vivo e SMS ilimitado para qualquer operadora, por preços a partir de R$ 149,00 (valor válido para o estado de São Paulo). Para modems e tablets, os planos vão de 5GB a 20GB, com preço inicial de R$ 99,90, mesmo valor para Vivo Box 4G Plus, que oferece o dobro de franquia de dados para usar em casa: até 40GB.

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