SEGURANÇA

Copa 2014: Serpro fecha parceria com o CDCiber para monitoramento de ataques cibernéticos

Ana Paula Lobo* ... 27/05/2014 ... Convergência Digital

Um acordo de cooperação entre o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e o Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro (CDCiber) para compartilhamento de conhecimento e práticas exitosas na área de defesa cibernética e processamento de dados foi selado na semana passada. O acordo também prevê formação e treinamento de pessoal. A solenidade ocorreu no Serpro, em Brasília, e contou com a presença do diretor-presidente da estatal, Marcos Mazoni, e do chefe do CDCiber, general-de-divisão Paulo Sérgio Melo de Carvalho.

Um dos focos da parceria firmada entre as partes refere-se à Copa do Mundo, já que o CDCiber está na fase final de atuação no evento, tendo completado recentemente o treinamento e a preparação dos destacamentos remotos de cibernética nas cidades-sedes. O Serpro, por sua vez, coloca a sua expertise à disposição daquela instituição para garantia da qualidade do evento em termos de segurança cibernética. "Faremos algumas visitas ao CDCiber e o nosso próprio serviço de respostas a ataques estará à disposição", explicou o coordenador-geral de Segurança da Informação do Serpro, Ulysses Machado.

O esquema de segurança para a Copa do Mundo demandou investimentos de R$ 1,9 bilhão e contará com 157 mil agentes da segurança pública e das Forças Armadas. O plano operacional começou na sexta-feira, 23/05, e vai até dia 18 de julho, cinco dias após a partida final, marcada para 13 de julho. A esse contingente, se somam 20 mil agentes de segurança privada, contratados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), que vão cuidar dos perímetros externo e interno dos estádios e de outras instalações oficiais da federação, como hotéis onde estarão hospedadas as delegações e centros de treinamento. Nesses locais, a atuação é liderada pelos seguranças particulares, mas a força pública também estará presente e será acionada em caso de necessidade. Em média, serão 900 agentes privados por jogo.

Nas cidades-sede do evento, também haverá 27 centros integrados de comando e controle móveis, que serão posicionados perto dos estádios e das Fan Fest e 12 centros integrados de comando e controle locais, que ficarão nas arenas. Além deles, a segurança será reforçada com 22 plataformas de observação elevada, caminhões equipados com um mastro telescópico com um conjunto de seis câmeras que atinge a altura de até 16 metros, gerando imagens transmitidas em tempo real para os centros de comando e controle.

De acordo com informações do governo, o Ministério da Justiça investiu R$ 1,2 bilhão em segurança para o Mundial. A maior parte do orçamento é voltada para equipar os centros integrados de comando e controle e para a compra de equipamentos como robôs antibombas, câmeras de alta tecnologia instaladas em helicópteros das polícias, conhecidas como imageadores aéreos, e armas de menor letalidade. O valor também contempla a capacitação de policiais para prevenir e coibir distúrbios civis, ações terroristas e exploração sexual de crianças e adolescentes por turistas.

O eixo da defesa para a Copa, a cargo das Forças Armadas, tem 57 mil militares, dos quais 21 mil vão atuar como força de contingência, preparados para agir em caso de emergência. Os 35 mil homens do Exército, 13 mil da Marinha e 9 mil da Aeronáutica trabalham no controle aeroespacial e do espaço aéreo, marítimo e fluvial, segurança de estruturas estratégicas, defesa cibernética, contraterrorismo e defesa química, biológica, radiológica e nuclear. As tropas também vão atuar em escoltas de autoridades e poderão ser chamadas para conter protestos violentos, caso a situação saia do controle.

*Com informações da Agência Brasil e da assessoria do Serpro


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