TELECOM

Com condicionantes, CADE aprova compra da GVT pela Telefônica

Luís Osvaldo Grossmann ... 25/03/2015 ... Convergência Digital

Depois do carimbo da Anatel, passou pelo Cade nesta quarta, 25/3, a compra da GVT pela Telefônica – negócio anunciado no fim do ano passado e que envolve cerca de R$ 22 bilhões, em dinheiro e ações. E foram exatamente as participações acionárias cruzadas os principais alvos de condicionantes determinados pelo órgão antitruste.

Pelo negócio, a francesa Vivendi recebeu, além de R$ 13 bilhões em dinheiro, 7,4% das ações da Telefônica Brasil. Um terço desses papéis foi trocado pouco mais de 8% do capital votante da Telecom Italia – que estavam em poder da Telefônica, que ainda manteve 6,5% da empresa italiana.

Ao aprovar a compra, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica deu quatro meses para que os espanhóis  vendam essas ações que ainda detém na Telecom Italia. Ao mesmo tempo, determinou que a Vivendi se desfaça gradualmente da participação que ainda manterá na Telefônica Brasil – esse prazo não foi divulgado.

Até que isso aconteça, Telefónica e Vivendi não poderão exercer poderes na Telecom Italia e na Telefônica Brasil, respectivamente. Tampouco poderão “acessar ou compartilhar, direta ou indiretamente, informações confidenciais, estratégicas e concorrencialmente sensíveis entre quaisquer empresas ou entre os responsáveis pela administração e representação das empresas do Grupo Telefónica, da Vivendi e da Telecom Italia”.

O acordo das empresas com o Cade prevê ainda a manutenção das ofertas e serviços atualmente disponibilizados pelas GVT – com compromisso de que, pelo menos durante três anos, a cobertura geográfica de atendimento da GVT e do  grupo Telefônica em telefonia fixa, banda larga e TV paga não será reduzida. Além disso, no mesmo período a velocidade das conexões à Internet da GVT devem manter a média nacional de 15,1 Mbps – em São Paulo, 18,2 Mbps. 

 


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