INTERNET

#HumanizaRedes: Brasil faz parceria inédita com Google, Facebook e Twitter

Ana Paula Lobo* ... 07/04/2015 ... Convergência Digital

O Brasil fechou uma parceria inédita com o Google, Facebook e Twitter, além de outros meios, como os provedores Internet, por meio da Abranet, e com as operadoras de telecomunicações, para fomentar e divulgar o portal humanizaredes, lançado nesta terça-feira, 07/04, e já disponível para os brasileiros. No lançamento, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, lembrou que, hoje, 90 milhões de brasileiros acessam às redes sociais, mas muitos tratam a Internet  como uma terra sem lei.

"O Humaniza Redes vem como um pacto nacional de enfrentamento a violência. Temos que nos lembrar sempre daquela senhora assassinada no Guarujá, em São Paulo, porque houve boatos da participação dela em atos de bruxaria, sem comprovação alguma. Ela foi barbaramente linchada pela população. Não podemos deixar que ações como essa se repitam", disse Ideli Salvati.

A ação do Humaniza Redes terá a participação direta da ONG Safernet, que ficará à frente do serviço helpline, pelo qual os brasileiros poderão tirar dúvidas sobre os crimes na Internet. Segundo a secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, essa ação já funciona na Safernet e será ampliada para atender a demanda. Também foi criado o clique100, que terá a mesma missão do disque100, para o recebimento de denúncias de violência na Internet.

A presidenta da República, Dilma Rousseff, reforçou que o mundo digital está revolucionando a sociedade civil e a própria economia mundial, mas precisa respeitar as regras éticas e de comportamento exigidas no mundo offline. "As redes sociais têm sido palco de manifestações de caráter preconceituoso. E temos a tarefa urgente que é conciliar a liberdade de informação e expressão, que estão no cerne da Internet, com a obrigação de assegurar as garantias individuais e o combate à discriminação em todas as suas formas. Respeito é bom e todo mundo gosta e precisa fazer valer", pontuou.

Dilma Rousseff observou ainda que o internauta virou protagonista com o Marco Civil da internet, mas que esse protagonismo não retira os direitos e deveres que ele tem de seguir. "O usuário da Internet é um protagonista no Marco Civil, mas ele é responsável pelas suas atitudes. Temos que fortalecer a Internet como espaço democrático", acrescentou. E a presidenta da República pediu participação nas consultas públicas para ajudar a regulamentação da chamada Constituição da Internet. "Nos ajudem a regulamentar o Marco Civil da Internet. As contribuições são muito necessárias", destacou.

Para consolidar as ações, uma portaria interministerial foi assinada para a criação de um grupo de trabalho para o humaniza Redes. Vão participar da ação os ministérios da Justiça, MEC, Comunicações e Secretarias Especiais de Direitos Humanos, Políticas para Mulheres e Igualdade Racial. A CDTV, do portal Convergência Digital, disponibiliza a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff. Assistam.

Denúncias crescentes na Internet

As denúncias relacionadas a conteúdos ilícitos na internet aumentaram 8,29% em 2014, conforme revelou o levantamento da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos da organização não governamental (ONG) SaferNet Brasil. Foram recebidas 189.211 reclamações, envolvendo 58.717 páginas distintas da web. A SaferNet Brasil destaca que as eleições e a Copa do Mundo contribuíram para o aumento do número de denúncias relacionadas a racismo, xenofobia e tráfico de pessoas.

Os dados foram divulgados no dia 10 de fevereiro, Dia Mundial da Internet Segura, que é lembrado simultaneamente em 113 países. O levantamento apurou um aumento de 34,15% das páginas indicadas como racistas e de 365,46% de conteúdos relacionados à xenofobia. De acordo com a SaferNet Brasil, a maioria desses sites foi criada no período eleitoral, entre 6 de julho e a semana seguinte ao segundo turno. Apenas no dia 27 de outubro, um dia após o turno final da eleição, foram recebidas 10.376 denúncias anônimas contra 6.909 links diferentes nas redes sociais. “Destacam-se as manifestações contra nordestinos”, informou Thiago Tavares, representante da SaferNet.


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