TELECOM

Para enfrentar os chineses, Nokia compra Alcatel-Lucent por US$ 15,6 bilhões

Ana Paula Lobo* ... 15/04/2015 ... Convergência Digital

A Nokia vai comprar a Alcatel-Lucent em um acordo composto exclusivamente de ações que avalia sua rival francesa de menor porte em 15,6 bilhões de euros (16,6 bilhões de dólares), fortalecendo seu negócio de equipamentos de telecomunicações para competir com a líder de mercado Ericsson. A aquisição da Alcatel-Lucent pela Nokia refedinirá o setor, que sofre com perspectivas de crescimento fraco e pressão das empresas chinesas de baixo custo Huawei e ZTE.

Com a aquisição, a Nokia passa a contar com cerca de 114 mil funcionários e vendas totais de cerca de 26 bilhões de euros. No setor de equipamentos móveis, ela ficará em segundo lugar, com participação no mercado global de 35 por cento, atrás dos 40 por cento da sueca Ericsson e acima dos 20 por cento da Huawei, segundo a Bernstein Research.

A companhia finlandesa dará a acionistas da Alcatel-Lucent 0,55 ação da companhia combinada para cada uma de suas antigas ações, o que resultará na posse de 33,5 por cento da entidade por acionistas da Alcatel se a oferta pública de aquisição for completamente aceita. O acordo será finalizado no primeiro semestre de 2016 e espera-se que resulte em 900 milhões de euros em economias de custos operacionais ao fim de 2019, disseram as empresas nesta quarta-feira.

Em Barcelona, no Mobile World Congress, a Alcatel-Lucent deixou claro que as redes fixas teriam uma importância crucial para a explosão da demanda de banda larga móvel na América Latina e os investimentos vão ser feitos nas duas infraestruturas para garantir a qualidade de serviço ao usuário, salienta o presidente da Alcatel-Lucent para a América Latina e Caribe, Osvaldo Di Campli. As apostas da empresa estavam centradas em transporte IP e em small cells para ampliar a sua participação no mercado regional.

"Temos hoje 17 contratos firmados em 12 países da região. Nossas apostas estão no IP, no GPON e no reuso do cobre, com o G-Fast. No Brasil, não se vai fibrar tudo. Seria excelente, mas há áreas onde a fibra não vai chegar pelo custo. Aproveitar o cobre se faz necessário e temos muito para trabalhar", pontuou o executivo, em entrevista durante o Mobile World Congress 2015. No mundo IP, a Alcatel-Lucent possui 23 milhões de banda larga na America Latina, sendo oito milhões no Brasil.No market share IP, a Alcatel-Lucent chegou a 23% na região.

Também em Barcelona, a Alcatel-Lucent, por meio do seu presidente, Michel Combes, deixou claro o seu projeto para recuperar espaço no mundo LTE, antes de ser comprada pela Nokia. A empresa apostava no WUN, Wireless Unified Network, uma implementação de software da rede que basicamente permitirá que o usuário, crie sua rede WiFi a partir das conexões 3G e 4G. Ideia é levar a operadora para dentro da casa do consumidor.

*Com agências de notícias


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