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Usuários não acessam 4G nem metade do tempo de uso

Convergência Digital - Carreira
Luís Osvaldo Grossmann - 20/08/2015

Em franco crescimento, com cerca de 1 milhão de novos acessos por mês, o 4G no Brasil só está disponível em menos da metade do tempo que os usuários tentam acessar dados pelos smartphones. Dito de outra forma, ao sacarem seus aparelhos para usar a internet, é maior a probabilidade de clientes de 4G usarem conexões 3G.

“Os assinantes brasileiros estão recebendo sinal de LTE em aproximadamente metade do tempo em que usam dados. Não há nada a ser debochado nisso considerando-se que o mercado de 4G no Brasil ainda é jovem, mas as operadoras brasileiras ainda têm trabalho pela frente antes de o LTE ganhar penetração efetiva”, conclui a análise da britânica OpenSignal (clique aqui e veja o relatório completo).

A empresa, sediada em Londres, tem um aplicativo que monitora as conexões móveis em vários países e sustenta que esse app já foi baixado 10 milhões de vezes. No Brasil as medições foram feitas em 82,5 mil smartphones nos 90 dias entre maio e julho deste ano e formam o primeiro relatório de um país específico dos 29 em que há essa coleta de dados.

Em números, o relatório “O Estado das Redes Móveis: Brasil” diz que a cobertura 4G está disponível 49,7% do tempo na Vivo; 48,4% na Claro; 47,7% na TIM e 42% na Oi. Já a cobertura agregada 3G/4G é de 83,6% na Vivo; 81,3% na Claro; 71,3% na TIM e 61,5% na Oi. Os usuários ficaram sem sinal em 2,35% do tempo na Claro e na Oi; 2,45% na Vivo e 2,86% na TIM.

“O Brasil conta com decentes redes 3G para as quais os consumidores podem recuar. Apenas uma operadora, a Nextel, apresentou médias de velocidade no 3G abaixo de 1 Mbps, e três delas foram capazes de suportar o sinal 3G ou melhor mais de 80% do tempo. Além disso, os usuários brasileiros experimentam um tempo relativamente curto fora da cobertura em comparação com países desenvolvidos”, analisa a OpenSignal.

Quando há conexão 4G, a melhor velocidade média de download foi apresentada pela Claro (22,2 Mbps), seguida pela Vivo (18,2 Mbps), Oi (14 Mbps) e TIM (10,8 Mbps). No 3G, a melhor velocidade média foi da Vivo (2,4 Mbps), depois Claro (2,3 Mbps), TIM (1,98 Mbps) e Oi (1,24 Mbps). A Nextel, operadora com as mais recentes operações em 4G e mesmo 3G teve velocidades medidas de 2,5 Mbps e 0,8 Mbps, respectivamente.  

“As velocidades superam a média mundial de 11,7 Mbps e mesmo na curta janela de três meses deste estudo vimos a performance do LTE melhorar perceptivelmente em três das quatro principais redes. É uma tendência natural vista com frequência quando as redes de 4G entram em operação. Neste momento o serviço LTE no Brasil não é sobrecarregado. Na medida em que crescerem as assinaturas de 4G e suas redes ficarem mais congestionadas, essas velocidades vão cair”, conclui o relatório.

Em tempo: 82,5 mil usuários é pouco diante dos 11 milhões de clientes 4G no Brasil, mas vale lembrar que a medição formal da banda larga móvel, patrocinada pela Anatel, não usa sequer 10% disso para elaborar os relatórios trimestrais que formam o retrato das conexões à internet chancelados pelo órgão regulador.

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