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Empresa goiana de big data recebe aporte de R$ 5 milhões

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Convergência Digital* - 27/08/2015

A PA Latinoamericana, empresa brasileira dedicada ao apoio na gestão estratégica de companhias nacionais e internacionais, que entre outros trabalhos foi responsável por todo o processo de venda da PC Sistemas para a TOTVS (uma transação de R$ 95 milhões), fez um aporte de R$ 5 milhões, na startup de Goiás, goGeo, desenvolvedora de uma plataforma de geoprocessamento e big data geoespacial.

O investimento será dividido em duas rodadas. Além disso, com a internacionalização da PA para Houston, no Texas, a goGeo abre uma nova frente de negócios nos Estados Unidos, tendo despertado interesse de investidores e empresas americanas com a apresentação da solução. Com os novos recursos, a goGeo estima faturar ainda em 2015 R$ 1 milhão e chegar a R$ 75 milhões de faturamento até 2020.

Com um PIB de R$ 24,4 bilhões e renda per capita em torno de R$ 17,6 mil, Goiânia se consolida como um polo de fomento à inovação tecnológica, fugindo dos grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo. “A região me chamou a atenção por conta da capacidade de empreender, mesmo longe das grandes capitais”, disse o CEO da PA Latinoamericana, Allan Pires.

Além da goGeo, o executivo  cita outros exemplos de empresas goianas, como é o caso da Oobj, do grupo E-Sales, responsável pela criação do Noov. A solução tem o objetivo de combater o mercado negro de medicamentos por meio da rastreabilidade e que contou com investimento de R$ 1,1 milhão, sendo R$ 400 mil provenientes de edital público de fomento à inovação.

A goGeo foi fundada pelo PHD em Ciência da Computação Vagner Sacramento, com o diferencial de oferecer um custo cinco vezes menor e gerar resultados 50 vezes mais rápido que outras tecnologias de geolocalização disponíveis no mercado. Com tecnologia 100% desenvolvida no Brasil, a plataforma consegue oferecer alto desempenho porque usa algoritmos de processamento distribuído e paralelo, explorando o poder computacional de servidores de baixo custo num cluster computacional.

“Em outras palavras, ao invés de investir em licenças caras e em servidores de grande porte, nossa plataforma torna possível processar grande volume de dados usando dezenas ou centenas de servidores de baixo custo que, em conjunto, oferecem poder computacional maior que qualquer outro servidor do mercado”, diz Vagner.

Na prática, a aplicação substitui a planilha por um mapa para analistas desse setor, permitindo que bancos, seguradoras e empresas de meio de pagamentos digitais possam analisar geograficamente os dados transacionais de seus clientes como pagamentos, saques, transferência, sinistros, chamadas de suporte, entre outros. “No dia a dia, a aplicação permite que a empresa possa analisar, de forma geolocalizada, os dados transacionais de pagamentos ou dados de uso de um serviço para entender o que está sendo consumido, onde, qual a frequência e o montante”, explica Sacramento.

Ao avaliar, num mapa, a base de clientes instalada em relação à cobertura de penetração de mercado por segmento de cliente (restaurante, hotel, etc.), tipo de pagamento (débito, crédito) ou tipo de transação, será possível entender o padrão de consumo de cada microrregião para melhorar serviços de detecção de fraude, implementar estratégia de retenção de clientes ou expansão em novos territórios.



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