Home - Convergência Digital
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Como a expatriação fortalece empresa e funcionários?

Por MarcosSantos* - 16/07/2018

Para ter uma empresa que se destaque no mercado, é preciso, antes de tudo, investir em seus colaboradores. No caso de uma empresa global, uma das formas de ajudar seus funcionários a crescer e demonstrar reconhecimento por seus esforços, principalmente em um país onde 62% dos jovens e 43% dos adultos pretendem deixar o país, segundo levantamento recente do DataFolha, é por meio da expatriação. Não só engenheiros e desenvolvedores, no caso de TI, mas também executivos.

O processo, que consiste em enviar profissionais para trabalhar na unidade da mesma empresa em outro país, promove uma troca de conhecimento entre a equipe da unidade estrangeira e novo colaborador, uma experiência enriquecedora de ampliação de  expertises e de uma nova atmosfera de trabalho. As pessoas e todas as outras oportunidades que um novo país e cultura podem oferecer são uma bagagem que costuma estimular um melhor desempenho do expatriado. A ação é uma condecoração pelo esforço dedicado à companhia.

A mudança exige uma taxação pela transferência internacional de trabalhadores - e, devido à crise político-econômica pela qual estamos passando, houve uma queda de 9% de expatriados entre 2016 e o último ano -, que acaba por reforçar o reconhecimento de uma companhia ao fazer essa movimentação. As empresas devem ver o bem-estar, crescimento e o estímulo dos funcionários como um fator fundamental para o alcance de resultados e números positivos. Assim, os melhores vão querer trabalhar naquele lugar. E, se a companhia possibilita que continuem aprendendo constantemente e mostra apreciação, a rotatividade naquele espaço será pequena e o aprimoramento das equipes constante.

Uma transferência de colaboradores é, ainda, a oportunidade de mostrar o potencial da unidade brasileira e fazê-la se destacar no exterior, já que é uma outra forma de contribuir para a empresa em escala mundial. Além disso, uma ação assim propicia um olhar globalizado para supervisionar novos projetos e mais adaptável para lidar com clientes de vários países.

A expatriação representa ainda a internacionalização de uma equipe, que traz uma ampla perspectiva de diversas regiões e culturas. Característica tão necessária para uma empresa global e que não desmerece o talento brasileiro que tanto precisa de reconhecimento. Depois de gastarmos tanto em máquinas, chegou a hora de investirmos no potencial humano que as constrói, para que continuem a aprimorá-las.

* Marco Santos é managing director da GFT para a América Latina e presidente do Conselho Fiscal da Brasscom. Profissional referência em estratégias digitais para o mercado financeiro, é formado em Ciência da Computação pela Universidade de São Paulo (USP), cursou MBA em Comércio Internacional na FIA-USP, Gestão de Negócios Internacionais na Universidade de Illinois, entre outros cursos no MIT, APICS e Business School SP.

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

Destaques
Destaques

TIC incorporou 59 mil novos profissionais e gerou 1,62 milhão de empregos em 2020

Apesar da adversidade econômica e social com a Covid-19, TIC manteve a empregabilidade em alta. "Respondemos à desoneração da folha de pagamentos cumprindo o que nos cabia. Gerar empregos", afirmou o presidente-executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo.

Marcos Pontes: O Brasil dá muito pouco valor ao ensino técnico

Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação advertiu que no Brasil esse apoio está muito aquém do desejado. Marcos Pontes também defendeu a concessão de incentivo para a contratação de mestres e doutores pelas empresas privadas.

Receita Federal: Saiba como declarar jornada reduzida no Imposto de Renda

A maior parte dos funcionários do setor de TICs foi incluído no Benefício Emergencial de Preservação de Emprego e da Renda (BEm) em 2020 como medida para aliviar o impacto econômico da Covid-19. Fisco orienta como acertar as contas.

TST diz que celular, notebook e veículo fornecidos não integram salário

Equipamentos fornecidos para a realização do trabalho não configuram o chamado salário in natura, ainda que também sejam utilizados para fins particulares.

Trabalhador que recusar vacina pode ser demitido por justa causa

Orientação é do Ministério Público do Trabalho.“Todos temos amigos e parentes que recebem diariamente fake news sobre vacinas. O primeiro papel do empregador é trabalhar com informação para os empregados”, diz o procurador-geral do MPT, Alberto Balazeiro.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Copyright © 2005-2015 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site