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Igualdade de gênero é uma mentira. Mulheres vão levar 202 anos para ganhar igual aos homens

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Convergência Digital* - 08/03/2019

Não há muito o quê comemorar, do ponto de vista profissional, neste 08 de março, Dia Internacional da Mulher. A diferença salarial entre mulheres e homens “é tão grande que levará 202 anos para ser completamente sanada”, segundo informa o Fórum Econômico Mundial (FEM). Ao redor do mundo, as mulheres recebem em média 63% do salário dos homens pelo mesmo trabalho. Apesar dessa disparidade ter diminuído de 2017 para 2018, o ritmo de mudança ainda está “muito lento”, diz a entidade. “O quadro geral é de que a igualdade de gênero estagnou. O futuro do nosso mercado de trabalho pode não ser tão igual quanto pensávamos em nossa trajetória”, disse Saadia Zahidi, diretora das agendas sociais e econômicas do FEM.

Como mostra o relatório divulgado em dezembro, não existe um único país no mundo em que as mulheres sejam pagas com o mesmo salário dos homens. Dos 149 países, o Brasil ocupa a 92ª posição no ranking de igualdade salarial. Aqui, em média, as mulheres recebem 26% a menos que os homens (74% do salário), segundo o levantamento. Em termos de participação política, o Brasil recebeu nota 0,1, correspondente ao 112° lugar no ranking. Apenas 17 dos 149 países possuem uma mulher como chefe de estado. Segundo o Fórum Econômico Mundial, essa diferença levará cerca de 107 anos para ser sanada.

O IBGE confirma os dados globais. Além de terem mais dificuldade de conseguir emprego, as mulheres ainda recebem salários mais baixos do que os homens no mercado de trabalho. A renda média de um trabalhador adulto do sexo masculino é 26% maior do que o de uma mulher na mesma faixa etária. Os dados são do Estudo Especial sobre Diferenças no Rendimento do Trabalho de Mulheres e Homens nos Grupos Ocupacionais com base nas informações levantadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano de 2018, o rendimento médio das mulheres ocupadas com idade entre 25 e 49 anos foi de R$ 2.050, o equivalente a 79,5% da remuneração recebida pelos homens, de R$ 2.579. Dependendo da profissão escolhida, as mulheres chegam a receber menos da metade, como é o caso de engenheiros de minas, metalúrgicos e afins, em que homens recebem um salário médio de R$ 11.922,40, contra uma remuneração média de R$ 5.000 recebida pelas mulheres na mesma profissão. A diferença é ainda maior no caso de engenheiros eletrônicos, com salário médio de R$ 12.218,80 para homens e R$ 4.000 para mulheres no mesmo cargo.

Entre os Profissionais das ciências e intelectuais, as mulheres tinham participação majoritária, 63,0% deles, mas recebiam apenas 64,8% do rendimento dos homens no mesmo cargo. As mulheres são a maioria na população em idade de trabalhar no Brasil, 52,4% das pessoas nessa faixa etária no quarto trimestre de 2018, mas se mantiveram como a maior parte da população que estava fora da força de trabalho (64,7%).

*Com Info Money e IGBE

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