Convergência Digital - Home

Makro avança com a transformação digital

Convergência Digital
Por Roberta Prescott* - 09/05/2019

No Brasil desde 1972, o Makro vem passando por reformulações estratégica e digital. De clube de compras, que exigia um passaporte para que os clientes pudessem adquirir produtos, a rede passou a atuar como um mix de atacado com varejo e lançou um braço voltado para os clientes corporativos, como restaurantes, padarias, lanchonetes, pousadas, redes de hotéis, entre outros, para que fizessem compras online e recebessem nos estabelecimentos.

Em encontro com jornalistas durante o Sapphire Now, evento da SAP que reúne cerca de 30 mil pessoas nesta semana em Orlando (EUA), o Marcus Falcao, CIO e membro do board do Makro, explicou que a empresa adotou o C/4Hana, plataforma na nuvem de experiência do cliente e e-commerce, com objetivo de fazer a movimentação da transformação digital da experiência do cliente e se tornar omnichannel. "Fomos conhecendo o cliente de uma forma melhor e ser mais assertivos no marketing digital", disse.

Essa foi a primeira aquisição do Makro junto à SAP. A empresa, que pertence ao grupo holandês SHV (Sttenkolen Handeis Vareeniging) e opera em cinco países da América do Sul (Argentina, Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela), usa ERP da Oracle, o Oracle EBS. Mas a plataforma da SAP já está integrada com o back office da companhia.

Falcao contou que a parte mais difícil é a cultura. "Somos uma empresa que sempre trabalhou com o mesmo modelo de negócios e mudamos. Sem dúvida, o maior desafio é a parte cultural, é mudar para se adequar ao novo público." O impulso para a mudança veio da observação do comportamento de compra do cliente, que passou a demandar algo distinto do que era oferecido.

A entrada em produção do C/4Hana seguiu a metodologia ágil de produção, tendo escopo limitado e foco em entregas por partes. "Fizemos a primeira entrega em quatro meses e depois fizemos evolução da plataforma. Foi bem mais sucedida que a implantação de sistema de retail que foi de cinco anos", contou. O Makro ainda hoje está implantando a solução de varejo que tem como base plataforma da Oracle e usa também soluções de nicho.

No entanto, estas soluções olham para os produtos e não para os clientes; e o Makro sempre teve relacionamento com os clientes, porque para que fizessem compras eles deveriam ter o passaporte. Eram sistemas legados que faziam a administração. "Tinha uma demanda de negócio para a gente ir para omnichannel e a gente criou uma empresa uma empresa separada que é a Food Services que tinha de aceitar pedidos vindos de vários meios, como e-commerce, televendas etc., e a plataforma que tínhamos não suportava isto. Então, fizemos um projeto completo de suíte de CRM", explicou.

A implantação começou pela parte de automação de campanha de marketing. O e-commerce em outubro 2018 no Makro Food Service. Também foram adotadas a plataforma de automação de força de vendas e relacionamento (sales) e a parte de service, que é pós-venda.Em 2017, o Makro tomou a decisão pela solução da SAP e depois fez o prospect de parceiro, escolhendo a empresa de nicho brasileira que atua com varejo Partners. "Fizemos dois projetos em paralelo, o de marketing e o de e-commerce no Food Service."

Ainda tem no roadmap, implantar a venda fora dos estabelecimentos, tanto no modelo tradicional das lojas como o Food Service, com vendedores visitando clientes. A ideia é entender e reverter compras que foram abandonadas, por exemplo, no e-commerce para o corporativo. "Temos diversas iniciativas acontecendo simultaneamente", disse o CIO, ao explicar que nem todas as soluções estão implantadas para todos os setores e em todas as regiões. "Optamos por fazer a metodologia Agile na sua essência; e não por fazer a primeira parte completa para depois partir para a segunda funcionalidade e isto está dando dinamismo ao projeto. E vamos preenchendo as lacunas de quem ainda não recebeu as funcionalidades", detalhou.

*Roberta Prescott viajou ao Saphire, em Orlando, a convite da SAP Brasil


Destaques
Destaques

Computação em nuvem protagoniza investimentos no Brasil

Crescimento anual das ofertas de cloud é estimado em 26% até 2022. Já os aportes em em Inteligência Artificial vão crescer 29% nos próximos quatro anos.

Embratel: Ao definir preferência pela nuvem, governo agiliza jornada digital

Definição nas compras governamentais por cloud first transforma a contratação de serviço, pontua o gerente executivo de vendas de TI da Embratel, Odélio Horta Filho. Compras governamentais e o uso das novas tecnologias como IA, Machine Learning e IoT serão tema de debate no Brasscom TecFórum, em Brasília.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

Edge Computing para acelerar os negócios das empresas brasileiras

Por Henrique Cecci*

O que é, afinal, Edge Computing? Trata-se da aplicação de soluções que facilitam o processamento de dados diretamente na fonte de geração de dados. No contexto da Internet das Coisas (IoT), por exemplo, as fontes de geração de dados geralmente são "coisas" com sensores ou dispositivos incorporados.

Intuição versus análise de dados na gestão

Por Douglas Scheibler*

O poder decisório significa alta responsabilidade e inúmeros riscos. Neste cenário caótico, analisar dados é indispensável e é o que justifica uma determinada medida ser considerada como correta, em um cenário específico, em detrimento de outras.


Copyright © 2005-2016 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site