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Senai faz acordo com AWS para ensinar tecnologia a 2,5 milhões de alunos

Luís Osvaldo Grossmann* - 13/06/2019

O Brasil precisa de 70 mil novos profissionais de tecnologia da informação por ano, mas dados do setor indicam que as escolas não dão conta de formar nem metade disso com conhecimentos atualizados. De olho nessa carência, o Senai acaba de firmar um acordo com a Amazon Web Services para acesso gratuito às plataformas educacionais da gigante americana da computação em nuvem, além de créditos para o desenvolvimento de aplicações na prática. 

“Colocar mão na massa é o meio mais efetivo de aprender. Não é apenas lendo e fazendo testes, mas praticando. Claro que os curso e o treinamento são muito importantes. Mas também damos créditos para que estudantes ou instrutores possam efetivamente desenvolver coisas, sem custos”, afirma o vice presidente internacional da AWS, Max Peterson, que esteve em Brasília na semana passada para firmar o que a empresa chama de aliança estratégica com o Senai. O acordo foi revelado ao Convergência Digital durante o AWS Public Sector Summit, em Washington.

A AWS Educate é uma plataforma de aprendizagem com 12 módulos, cada um deles com 30 horas de conteúdo sobre nuvem. Como reforçado pelos executivos da empresa, o acordo inclui os mencionados créditos para que os estudantes possam utilizar a nuvem da Amazon em diferentes projetos concretos. Se a partir daí essas ideias tiverem potencial de virar negócios, elas podem ir para uma outra plataforma, Activate, voltada para startups mas com a mesma mecânica. 

“Os conteúdos começam com conhecimentos básicos sobre computação em nuvem, mas vão até cibersegurança, desenvolvimento de aplicações móveis, análise de dados, por exemplo. É um programa 100% gratuito e auto-assistido para que os estudantes possam aprender sobre nuvem”, explica a gerente de desenvolvimento de negócios da AWS, Abby Daniell. 

Os cursos garantem uma certificação e a chance de distribuição dos currículos para as milhares de empresas parceiras da AWS. “Estamos atentos à questão dos empregos e nossa ideia é acompanhar isso mais de perto, de forma a demonstrar o impacto da qualificação em posteriores contratações. Nosso objetivo é que o aluno termine o curso na sexta-feira e esteja contratado na segunda”, revela o gerente geral de setor público da empresa para América Latina, Caribe e Canadá, Jeffrey Kratz. 

* Luís Osvaldo Grossmann participa da Public Sector Summit a convite da AWS, em Washington, nos Estados Unidos

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