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Obsolescência da TI e migração massiva das PMEs dão fôlego extra ao segmento de hosting no Brasil

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Convergência Digital - 12/07/2019

Os provedores brasileiros de hospedagem compartilhada e infraestrutura de serviços de nuvem pública encerram o primeiro semestre de 2019 com uma taxa de crescimento da ordem de 25% na comparação com igual período de 2018. Isto permite projetar uma receita anual na casa dos R$ 2 bilhões este ano, ante o resultado anual de R$ 1,6 bilhão alcançado no último exercício. Os dados são da pesquisa anual realizada pela AbraHosting (Associação Brasileira de Empresas de Infraestrutura de Hospedagem na Internet) junto à sua base de associados, que respondem por cerca de 60% do tráfego de Internet no Brasil.

De acordo com Luis Carlos dos Anjos, presidente da AbraHosting, a atual taxa de crescimento representa uma retomada surpreendente ante os avanços médios do início desta década, após cinco anos seguidos de desaceleração. A partir da crise de 2013 até 2018, o setor passou a avançar de forma mais lenta, em torno de 7 a 10%, contra uma taxa anterior sempre superior a 20% ao ano. "Na verdade, a velocidade do impulso verificado nestes últimos 12 meses aponta para uma aceleração até maior, em confluência com o prognóstico isolado de alguns provedores, que falam em crescer até acima de 40% em certas classes de serviços", afirma Luis Carlos.

Para entender a retomada, a direção da AbraHosting aponta uma adesão cada vez mais massiva dos pequenos e médios negócios à infraestrutura em nuvem. A entidade também verifica um movimento inédito de transformação digital da economia com a disseminação de negócios baseados em aplicações móveis e da automatização através de tecnologia M2M (machine- to-machine).

"Um grande número de provedores está multiplicando suas receitas IaaS (infraestrutura como serviço) e Paas (Plataforma como Serviço) para hospedagem, execução e gerenciamento de aplicações para empresas da nova economia em rede", comenta Luis Carlos dos Anjos. Ele aponta como exemplo do fenômeno os apps de fast food (conectando milhões de pessoas com milhares de lanchonetes e restaurantes), ou de fretamento e transportes, serviços domésticos profissionais, streaming de vídeo, jogos interativos e conexão de equipes para colaboração remota, entre inúmeros marketplaces e outros serviços disponíveis.   

O executivo destaca, ainda, que um grande número de empresas está preferindo partir para a nuvem, ao invés de atualizar seus parques de TI em fase de obsolescência, ou de investir na expansão de infraestrutura em casa. Ele menciona o caso de usuários de aplicações Windows 7, que perderam o suporte de fábrica oferecido pela Microsoft e partem para aplicações em nuvem como alternativa à atualização de licenças. "No caso de empresas maiores, já existe uma cultura arraigada em favor da forma de entrega XaaS, não só por questão de economia, mas também de confiabilidade, disponibilidade performance e segurança", conclui ele.

Os associados da AbraHosting, historicamente, investem em torno de 10% de suas receitas totais em tecnologia. Para 2020, o presidente da entidade acredita que este percentual deve subir substancialmente, para algo em torno de 13%, em função de ajustes necessários ao setor para atender às exigências da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). Num levantamento realizado em sua base no passado, a AbraHosting detectou que grande parte dos provedores espera investir mais neste ano em temas como segurança em nuvem, gerenciamento de acesso e identidade e sistemas de disponibilidade de dados.

*Com informações da Assessoria de Imprensa da AbraHosting

 


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