Convergência Digital - Home

Nuvem pública dos órgãos federais volta a travar na Justiça

Convergência Digital
Luís Osvaldo Grossmann - 06/08/2019

A Justiça Federal voltou a paralisar a contratação do serviço de computação em nuvem pelo governo federal, na primeira experiência de nuvem pública com diversos órgãos da administração. Na sucessão de decisões sobre o mesmo caso, até aqui a discussão não avançou muito além da necessidade ou não de suspender novas adesões até o julgamento do mérito. 

Trata-se de um pregão com 12 órgãos iniciais, mais alguns interessados posteriores, vencido pela Primesys, da Embratel, que pode chegar a quase R$ 30 milhões e até cinco anos de contrato. A Globalweb, segundo colocada na licitação, alega que a vitoriosa usa uma ferramenta de custosa interoperabilidade com outros sistemas, que levaria ao aprisionamento tecnológico. A Embratel nega. 

“O primeiro cuidado do edital foi que a ferramenta de gestão de nuvem utilizada deve propiciar que as aplicações, os dados da administração que estejam provisionadas na nuvem possam migrar para qualquer outro provedor. Mas o que foi usado na prova de conceito é uma ferramenta proprietária que exige esforço de migração gigantesco para outro fornecedor”, reclama o diretor jurídico da Globalweb, Antônio João Parera. 

Entre os vencedores do pregão o argumento é rejeitado, sob alegação de que não existe tal esforço de migração para os dados e que a análise técnica que sustenta a legalidade da solução utilizada já foi feita pelo Tribunal de Contas da União, que rejeitou uma representação contra o mesmo pregão de nuvem. Segundo o TCU, o edital prevê garantias de portabilidade dos dados que evitariam o risco de ‘lock in’. 

No Judiciário, no entanto, a questão ainda está restrita à uma sequência de liminares que ora suspendem, ora liberam novas adesões à ata, à espera de uma futura análise sobre o mérito do processo. No momento vale a decisão de 1o/8, na qual o desembargador Jirair Meguerian reviu sua posição anterior e com isso voltou a suspender a validade da ata. 


LEIA TAMBÉM:
Destaques
Destaques

Nuvem pública é usada no Brasil para back-up de dados e fluxos locais

A terceira edição da pesquisa Global Data Protection Index, encomendada pela Dell Technologies, mostra ainda que mais de 70% das empresas de médio e grande porte registraram incidentes com dados no Brasil, com um prejuízo médio de R$ 1,5 milhão.

Edge computing vai avançar 226% nos próximos cinco anos

Levantamento global da Vertiv mostra que o edge comuputing ganha papel estratégico no ecossistema de data centers pelo incremento do processamento de dados perto do ponto de uso.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

As lições do buraco negro e da análise de dados às empresas

Por Paulo Watanave*

O fato é que por trás das aplicações e sistemas usados nas operações já existe um grande e variado conjunto de insights e algoritmos que podem ser usados para gerar valor real às organizações e para as pessoas de um modo geral. Estima-se que menos de 10% das companhias em todo o mundo tenham estratégias bem definidas para a utilização dos recursos digitais e das informações.

Edge Computing para acelerar os negócios das empresas brasileiras

Por Henrique Cecci*

O que é, afinal, Edge Computing? Trata-se da aplicação de soluções que facilitam o processamento de dados diretamente na fonte de geração de dados. No contexto da Internet das Coisas (IoT), por exemplo, as fontes de geração de dados geralmente são "coisas" com sensores ou dispositivos incorporados.


Copyright © 2005-2016 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site