TELECOM

NEC: 5G já começou e o Brasil não deve ficar de fora

Luís Osvaldo Grossmann e Fabio dos Santos ... 04/11/2019 ... Convergência Digital

O 5G já começou em alguns lugares do mundo, e é inevitável o Brasil aproveitar as experiências que já trazem mudanças em negócios e serviços. E o quanto antes melhor, conforme destaca a diretora geral da NEC em Soluções para Provedores de Serviços, Mayuko Tatewaki.

“Há coisas muito interessantes já acontecendo. No Japão, as operadoras estão buscando novas formas de parcerias. Por exemplo, a NTTDocomo tem uma plataforma, um laboratório, e convidam outros players, como empresas de construção ou empresas de seguro, para virem ‘brincar’ com a tecnologia e assim desenvolverem novos serviços”, apontou a executiva, que participou do Futurecom 2019, realizado de 28 a 31 de outubro, em São Paulo.

Ou, ainda, acordos com foco em soluções viabilizadas pelo 5G, caso dos carros sem motorista. “Outras empresas, como o grupo Softbank, estão criando joint-ventures com diferentes indústrias, como a Toyota, para fazer serviços de 5G para carros conectados. Portanto, vemos diferentes formas de parcerias acontecendo, com diferentes companhias”, emendou. 

Segundo ela, há uma mudança importante na nova geração tecnológica que é a própria forma de fazer negócios. “As operadoras estão buscando novas fontes de receitas, mais do que simplesmente adotando mais uma geração tecnológica. E uma receita muito ligada a serviços diferentes. E vemos que no Brasil também existem muitas relações possíveis com diferentes verticais, seja no setor financeiro, seja no varejo. A ideia é conectar os provedores de serviços às diferentes verticais e às demandas de aplicações específicas de cada um.”

Isso exige, porém, um ajuste no próprio mercado. “A mudança mais importante é de mindset, é cultural. No passado, provedores de serviços tentavam se proteger sendo muito verticalizados e integrados. Mas agora eles precisam ser mais abertos, mais conectados, entre si e entre diferentes indústrias ou mesmo com o governo. Temos experiência com isso no Japão.” Assista à entrevista com a diretora geral da NEC em Soluções para Provedores de Serviços, Mayuko Tatewaki.


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