SEGURANÇA

Estudo da Cisco diz que investir em privacidade dá lucro às empresas

Convergência Digital ... 30/01/2020 ... Convergência Digital

Um estudo publicado pela Cisco, baseado nos resultados de um levantamento duplo-cego com mais de 2,8 mil profissionais de segurança em organizações de portes variados em 13 países sustenta que as organizações que fizeram aportes na preparação às regras de proteção de dados, caso da GDPR europeia ou da LGPD brasileira, obtém retorno 2,7 vezes maior. 

“A demanda dos clientes por maior proteção de dados e privacidade, a contínua ameaça de violação e uso indevido de dados por usuários tanto não autorizados quanto autorizados, e a preparação para legislações semelhantes ao redor do mundo, como no caso do Brasil, impeliram muitas organizações a fazer investimentos consideráveis em privacidade - que, agora, estão dando ótimo retorno”, aponta a pesquisa. 

O Data Privacy Benchmark Study 2020, a terceira edição da análise feita pela companhia sobre as práticas de privacidade de dados no mundo, que revela vantagens reais crescentes para empresas que adotam práticas fortes de privacidade. 

Entre as principais descobertas do estudo, a Cisco aponta que as organizações, “em média, recebem benefícios equivalentes a 2,7 vezes o investimento que fizeram, e mais de 40% relatam benefícios que são pelo menos o dobro do que gastaram com privacidade”.  

Diz, ainda, que há vantagens operacionais e competitivas. “Mais de 70% das organizações, contra 40% no ano anterior, agora afirmam obter vantagens comerciais significativas dos esforços em privacidade que vão além da conformidade, incluindo mais agilidade, maior vantagem competitiva e mais atratividade para os investidores, e maior confiança do cliente.” 

Além disso, companhias com pontuações mais altas em responsabilidade relatam menos custos com violações, atrasos menores nas vendas e retornos financeiros mais altos. E finalmente, 82% das organizações veem as certificações de privacidade como um fator de compra relevante quando se escolhe um fornecedor terceirizado. Índia e Brasil lideram a lista, com 95% dos entrevistados concordando que certificações externas agora são um fator importante. 


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