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Governo abre novo pregão unificado de cloud pública e retoma multinuvem

Convergência Digital
Luís Osvaldo Grossmann - 12/06/2020

Foi dada a largada para a segunda geração da nuvem pública do governo federal. A secretaria de Gestão do Ministério da Economia colocou em consulta pública o termo de referência, que repete o modelo de contratação, por Ata de Registro de Preços, de um integrador, ou broker, mas desta vez indicando “dois ou mais” provedores de serviços de computação em nuvem. 

O ambiente multinuvem estava na concepção original da ‘cloud’ do governo, mas na primeira versão, contratada em 2018, optou-se por um único provedor. No caso, a Primesys, subsidiária depois incorporada pela Claro/Embratel, foi vencedora como ‘broker’, tendo a AWS como provedor. Com previsão inicial de R$ 30 milhões em serviços, os contratos passaram de R$ 55 milhões e adesão de duas dezenas de órgãos públicos federais. 

A ideia é reunir ainda mais interessados nesta segunda edição. A partir dos planos de aquisições dos órgãos federais para nuvem ou serviços como storage e hospedagem de sistemas, a conclusão é que “somando-se todos os valores para novas contratações, apura-se o volume de R$ 692.658.922,16. Diante deste cenário, observa-se que há um volume de serviços relacionado às soluções em Nuvem que reforçam a viabilidade da contratação”. 

O escopo da oferta de serviços envolve a contratação, em geral por demanda, de recursos de computação, armazenamento, rede, segurança, container, analytics, banco de dados, bem como migração de ambientes de datacenter ou mesmo de nuvem para nuvem. Houve ajustes nas ofertas, bem como nas métricas para pagamento. A Unidade de Serviços de Nuvem (USN) foi calculada pela mediana de serviços prestados por Google, IBM, Microsoft (Azure), AWS e Oracle. E há mudanças na UST, diante de ponderações recentes do TCU sobre essa medida. 

Como reforçado pelo termo de referência, “a contratação dos serviços abrangerá diversos órgãos e entidades federais, conforme levantamento preliminar de uso de serviços de computação em nuvem, onde alguns órgãos interessados indicarão as localidades de interesse de contratação”. Tanto que será permitida a adesão tardia de ‘caronas’ em até 200% do quantitativo total da IRP. O contrato a ser firmado terá vigência de 24 meses, podendo ser prorrogado por até 60 meses.

A consulta está no portal do Ministério da Economia e as sugestões podem ser encaminhadas para o e-mail central.tecnologia@planejamento.gov.br até 26/6. 


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