TELECOM

Guerra pela Oi Móvel. Claro, TIM e Vivo sobem proposta para R$ 16,5 bilhões

Ana Paula Lobo* ... 28/07/2020 ... Convergência Digital

Já era esperado. Surgiu o contragolpe do consórcio das teles - Claro, TIM e Vivo - pela compra dos ativos da Oi Móvel. Em fatos relevantes divulgados no final da noite desta segunda-feira, 27/07, Vivo e TIM revelam uma proposta de R$ 16,5 bilhões - acima do divulgado pela Oi para a proposta da Highline do Brasil.

E para 'ganhar a empatia', o consórcio das teles endossam um discurso de 'solidez financeira', 'compromisso pelo Brasil' e vantagens para os acionistas da Oi' como reação  à exclusividade dada pela Oi à Highline do Brasil. Essa 'exclusividade' vai até o dia 03 de agosto, mas pode ser prorrogada, se for interesse das duas companhias.

Também como opção à Oi - agora de forma mais objetiva - o consórcio das teles oferece 'a possibilidade de assinar com o Grupo Oi, contratos de longog prazo para uso de infraestrutura', o que significa dar o opção ao modelo da InfraCo, proposta no aditamento de recuperação judicial no dia 16 de junho. As propostas à mesa precisam passar pela Assembleia de credores da Oi, ainda a ser marcada.

O Convergência Digital publica a íntegra do fato relevante da Telefônica/Vivo:

A Telefônica Brasil S.A. ("Companhia"), na forma e para os fins da Instrução CVM nº 358/2002 ("ICVM 358"), conforme alterada, em continuidade aos Fatos Relevantes divulgados em 10 de março de 2020 e em 18 de julho de 2020, informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em Reunião realizada na presente data, o Conselho de Administração da Companhia aprovou a prorrogação e revisão da oferta vinculante para aquisição do negócio móvel do Grupo Oi, em conjunto com a TIM S.A. ("TIM") e Claro S.A. ("Claro"), todas conjuntamente "Ofertantes" e a apresentação de nova proposta, no valor de R$ 16.500.000.000,00. Tal proposta conjunta, considera, adicionalmente, a possibilidade de assinar com o Grupo Oi, contratos de longo prazo para uso de infraestrutura.

A oferta vinculante revisada foi submetida pelas partes acima indicadas, sendo sujeita a determinadas condições, especialmente a seleção das ofertantes como "stalking horse" ("primeiro proponente"), com o direito de oferecer valor maior do que eventual proposta apresentada por terceiro ("right to top") no processo competitivo de venda do negócio móvel do Grupo Oi.

A revisão da oferta vinculante reafirma o interesse da Companhia em relação à aquisição dos ativos móveis do Grupo Oi, bem como em contribuir com a continuidade do desenvolvimento da telefonia móvel no país, considerando a larga experiência global que possui no setor de telecomunicações e o profundo conhecimento do mercado brasileiro.

Como operadora de reconhecida solidez financeira, e com presença e histórico de intensos investimentos de longo prazo no Brasil, a Companhia está certa de que a oferta conjunta das Ofertantes, caso aceita e caso seja vencedora, trará benefícios a seus acionistas através da aceleração de crescimento e geração de eficiências, a clientes através de melhoria na experiência de uso e qualidade do serviço prestado, e ao setor como um todo através de reforço em sua capacidade de investimento, inovação tecnológica e competitividade e, nesse sentido, favorece e está em linha com a regulação que visa construir e consolidar no País um serviço de telefonia móvel forte e eficiente.

A Companhia considera que a oferta também endereça as necessidades financeiras do Grupo Oi, de amplo conhecimento do mercado em geral, para que este possa implementar seu plano estratégico e atender seus credores, nos termos do Plano de Recuperação Judicial.

A Companhia manterá seus acionistas e o mercado geral devidamente informados do andamento do processo em relação à nova oferta apresentada, nos termos da ICVM 358 e da legislação aplicável.

São Paulo, 27 de julho de 2020.
David Melcon Sanchez-Friera
CFO e Diretor de Relações com Investidores
Telefônica Brasil - Relações com Investidores
Tel: +55 11 3430-3687 Email: ir.br@telefonica.com www.telefonica.com.br/ri


Internet Móvel 3G 4G
Infobip e GSMA para oferecer proteção à identidade digital

Os serviços de identificação móvel por meio de SIMs vão gerar US$ 7 bilhões às operadoras em 2024, um impulso de 800% em relação a 2019, de acordo com a Juniper Research.

Reclamações contra oferta de banda larga crescem 40% com a quarentena da Covid-19

Queixas na Anatel cresceram especialmente a partir de março. No conjunto dos serviços, agência recebeu 1,52 milhão de reclamações entre janeiro e junho. Também houve um aumento de 20% com relação à telefonia móvel.

Oi quer corte de dívida com Anatel por desequilíbrio na concessão

“Tem que fazer um PGMU mais leve para que a gente possa respirar”, defende a diretora regulatória, Adriana Costa. Anatel esclarece que concessão não é sinônimo de lucro garantido. 

Huawei defende reserva de 500 MHz da faixa de 6GHz para as teles

Para o diretor da Huawei Brasil, Carlos Lauria, a reserva técnica é a melhor garantia para aguardar a evolução da tecnologia. "Se der tudo agora, não tem como voltar atrás depois", observa o executivo.

Qualcomm defende faixa de 6GHz para não licenciados atenta ao 5G

Diretor da Qualcomm, Francisco Soares, espera que a Anatel se defina por dar os 1,2GHz para os serviços licenciados. "O 6GHz não licenciado será o complemento ideal para os serviços licenciados 5G", sustenta.

Revista do 63º Painel Telebrasil 2019
Veja a revista do 63º Painel Telebrasil 2019 Transformação digital para o novo Brasil. Atualizar o marco regulatório das telecomunicações é urgente para construir um País moderno, próspero e competitivo.
Clique aqui para ver outras edições



  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G