Home - Convergência Digital

Oi segrega frequência do 3G para entrar na disputa do 5G

Ana Paula Lobo - 07/10/2020

Em um movimento distinto das rivais, a Oi anuncia a primeira oferta do 5G em Brasília a partir da segregação da frequência do 3G em detrimento da tecnologia DSS.  Em entrevista ao Convergência Digital, o diretor de Marketing de Varejo e Empresarial da Oi, Roberto Guenzburger, diz que o investimento no 5G é a afirmação ao mercado que, enquanto a UPI Móvel estiver sob o controle da Oi, haverá investimentos.

"Fizemos a segregação da faixa do 3G, 2,1GHz, com 10Mhz +10MHz, até porque o 3G está realmente deixando de existir no Brasil. Hoje temos 4G e 2G. Não há compartilhamento do 3G com o 5G. Nós fizemos a segregação para ter uma faixa exclusiva para o 5G e oferecer os benefícios da tecnologia", explica Guenzburger. No caso de Brasília, o fornecedor é a Huawei, mas há pilotos em outras cidades com outros fornecedores. O executivo admite que o 5G no Brasil será, num primeiro momento, para consumidores de alta renda em função do alto custo do equipamento. E explica o porquê de a Oi, nesse momento, não ter ainda a banda larga fixa wireless residencial, a FWA, em Brasília.

"Não há CPE 5G homologada no Brasil pela Anatel e as que estão no mercado externo são ainda equipamentos caros. Assim como o celular 5G é caro, com custo em torno de R$ 5.000,00. Por isso, até escolhemos Brasília, que é a cidade com a maior renda per capita do Brasil", observou o executivo da Oi. Do ponto de vista de estratégia de venda, a Oi quer consolidar a sua marca e aposta na manutenção dos planos do 4G para incentivar a migração para o 5G.

"O nosso cliente só vai ter de comprar o aparelho celular e estamos dando desconto. O chip e os planos 4G são válidos para o 5G. O que recomendamos é que o cliente aumente a sua franquia para usufruir do benefício do 5G. O nosso plano de 100 Giga está por R$ 129,00", adiciona Guenzburger. Dentro da estratégia da Oi de valorizar a fibra, a cobertura em Brasília é considerada muito acima até das rivais com DSS. "Estamos em 80% da cidade e a fibra fará toda a diferença para escoar o tráfego", adiciona o diretor da Oi.

O 5G da Oi está disponível no Plano Piloto (Asa Sul, Asa Norte, Lago Sul, Lago Norte, incluindo a praça dos Três Poderes e Esplanada dos Ministérios), além de outras regiões como os Setores Administrativos (Cruzeiro, Sudoeste, Gama, Planaltina, Guará, Núcleo Bandeirante, Taguatinga, Recanto das Emas, Samambaia, Ceilândia, Sobradinho, São Sebastião, Riacho Fundo e Santa Maria). Sobre novas cidades, Guenzburger é cauteloso, mas diz, que, sim, o plano é levar o 5G para as com maior renda per capita.




Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

30/10/2020
TIM ativa piloto de banda larga fixa com 5G DSS

28/10/2020
Aplicações são prioridade no laboratório 5G da NEC no Brasil

27/10/2020
Oi dá zero rating para TikTok e aumenta oferta do Oi fibra para 500 Mega

27/10/2020
Claro: 5G DSS não é marketing. É real e faz muito sentido no Brasil

26/10/2020
Oi firma parceria com a Quod por plataforma de Big Data &Analytics

26/10/2020
Americanet inicia testes de rede 5G em Pindamonhangaba (SP)

26/10/2020
Governo da Itália usa poder de veto e manda empresa cancelar acordo com Huawei

20/10/2020
Oi entra na disputa do mercado de marketplaces para consolidar marca de consumo

20/10/2020
EUA pressionam Brasil a banir Huawei em troca de financiamento para 5G

19/10/2020
NASA leva 4G e projeta 5G na Lua

Destaques
Destaques

Conexão no campo pode render até R$ 50 bilhões em dois anos

Estudo do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) revela que, hoje, faltam quase 15 mil antenas e torres para ofertar o serviço necessário para a digitalização do agronegócio. Os números foram revelados no Painel Telebrasil 2020.

Vitor Menezes, Minicom: Vamos brigar por um leilão 5G não arrecadatório

O Ministério das Comunicações sinalizou às operadoras que trabalha para convencer os colegas de Esplanada a concentrar os valores envolvidos no leilão do 5G em compromissos de cobertura, minimizando o preço a ser pago ao Estado, afirmou o secretário de Telecomunicações, Vitor Menezes, ao participar do Painel Telebrasil 2020.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

A democratização do 5G e os desafios para as PPPs

Por Lincoln Oliveira*

Para evitar um provável cenário em que apenas as grandes empresas possam trabalhar com a nova tecnologia, será fundamental contar com os serviços das prestadoras de pequeno porte a fim de expandir o acesso à internet de alta qualidade a todas as regiões do país.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site