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5G só começa depois de garantia de recepção nas parabólicas

Luís Osvaldo Grossmann - 01/02/2021

A oferta de 5G no Brasil deve começar no segundo semestre de 2022, a julgar pelo cronograma previsto na proposta de edital apresentada pela Anatel nesta segunda, 1º de fevereiro. Por conta da ‘limpeza’ da chamada faixa de 3,5 GHz – na verdade o naco entre 3,3 e 3,7 GHz – o texto em análise indica uma “carência” de 300 dias para que seja solucionada a potencial interferência com as antenas parabólicas, pelo menos nas capitais. 

Esse foi um dos pontos largamente discutidos ao longo da preparação do edital. Como antenas parabólicas recebem os sinais de televisão na faixa entre 3,6 GHz e 3,7 GHz, a Anatel optou pela migração dessa recepção para outro endereço – a chamada banda Ku, acima de 10 GHz. 

Daí o prazo de 300 dias para que essa operação seja realizada nas capitais, seguindo-se um escalonamento para as demais cidades do país, de forma a ser possível a operação de 5G sem o risco de interferências. A proposta agradou o setor de radiodifusão. 

“Temos defendido, desde o princípio, que a migração de usuários da banda C para a banda Ku, para o futuro uso da faixa de 3,5 GHz, é única solução viável e segura para que os domicílios que recebem TV aberta e gratuita não fiquem com o seu sinal interferido pelo 5G”, afirmou o presidente da Abratel, Márcio Novaes.

As teles móveis, no entanto, queriam outra solução, mais barata, que previa a instalação de filtros nas parabólicas. Como tal solução se daria somente para quem reclamasse de interferência, as teles defendiam que isso permitiria um lançamento comercial mais rápido do 5G. 

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