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Startup brasileira desenvolve app de combate à Covid-19 e assina parceria com Araraquara, em São Paulo

Convergência Digital - 11/03/2021

Um aplicativo de monitoramento e auxílio no combate à Covid-19 foi lançado pela startup brasileira Global Health Monitor (GHM), sediada em Curitiba (PR). A plataforma, com a chancela do Instituto Butantan, assinou uma parceria com a cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, e uma das mais atingidas pela segunda onda da pandemia em 2021, para combate ao novo coronavírus.

“O GHM vai atender a população desde o monitoramento de sintomas individuais e de exposição ao vírus até a o mapa de casos de Covid-19 na região, com atualização em tempo real. Ele emite alertas quando você se aproxima de uma área de risco e também organiza sua carteira de vacinação digital”, explica Henrique Mendes, fundador do GHM ao lado de Adam San Barão.

Mendes conta que o time de infectologistas do Instituto Butantan foi um parceiro importantíssimo na etapa de validação do algoritmo relacionado à gravidade dos sintomas – na seção de autoavaliação do usuário. O Instituto também é um dos principais parceiros na etapa de lançamento oficial do app. Para fazer o download do GHM, basta acessar o site da empresa ou diretamente o link ghm.world/#download.

Ação em Araraquara, interior de São Paulo

O termo de doação assinado entre a GHM e o município de Araraquara, por meio da sua Secretaria de Saúde, disponibiliza à cidade seis ferramentas desenvolvidas pela startup. A primeira delas é o Serviço de Monitoramento de Exposição à Covid-19, tecnologia operada por contact tracing – ou seja, a movimentação e aproximação de smartphones pela cidade.

O acordo também inclui o Sistema de Autoavaliação do app e o serviço de Carteira de Vacinação Digital, com uma funcionalidade sobre avaliação de reações adversas e dúvidas sobre a vacinação. Outro destaque da parceria é a integração do GHM com o Sistema de Exames Laboratoriais Público e Privado, para identificação dos casos positivos de Covid-19 (via PCG, IGG e IGM). “Importante ressalvar que esse é um serviço de monitoramento anonimizado”, reforça Adam.

Para disponibilização desse serviço é necessário acesso ao Banco de Dados Exames Públicos e Privados de Covid-19, o que reforça a atuação conjunta entre GHM e a Secretária de Saúde. O termo também inclui acesso ao Mapa das Unidades de Saúde e Mapa de Risco. Em contrapartida, a cidade fará um esforço de divulgação para que a tecnologia receba o máximo de informações da população num curto período de tempo.

As primeiras atividades da parceria já começaram e os resultados devem ser notados nas próximas semanas, quando mais de 18% da população local aderir a utilização do app. “Quanto maior o número de pessoas conectadas ao aplicativo, fazendo autoavaliação diária, maior as chances de identificar e isolar os casos suspeitos e confirmados – sempre de forma anônima, voluntária e gratuita para toda a população”, explica Mendes.

Além de Araraquara, o GHM já está disponível gratuitamente para todos os usuários de Android e IOS de qualquer cidade do Brasil. “Nossa tecnologia não tem fronteiras. A parceria com a cidade de Araraquara é importante para testar e comprovar a eficácia do GHM no controle da pandemia, mas ele não é exclusivo para essa região. Vale para todo o Brasil e em breve o exterior”, conta Mendes.

Ele explica que quanto mais rápido a população do país instalar e alimentar o app de informações individuais, mais eficaz será o monitoramento em todas as regiões e é nesse contexto que foi penada a parceria com gestores públicos. “Estamos num momento importante de divulgação e conscientização sobre a tecnologia. Nossa missão, desde o início, foi criar uma interface fácil mesmo para as pessoas com pouca familiaridade com tecnologia. É nosso propósito trabalhar duro em todas as fases da experiência do usuário até que todos estejam bem e seguros”, afirma.

O cadastro no GHM é simples e permite uma ampla leitura sobre o comportamento do vírus. “É uma ferramenta em constante evolução e nenhum aplicativo do mundo fornece as aplicações já disponibilizadas nesta primeira versão”, explica Adam.

O app consegue identificar se a pessoa está em uma área de risco, se existe a possibilidade de estar contaminada e já fornece orientações iniciais para os casos suspeitos. Para isso, o usuário inclui dados pessoais e comportamentais – como idade, sexo, comorbidades, se é fumante, episódios de exposição ao vírus etc – e em seguida concorda com um termo de privacidade das informações fornecidas.

“A Política de Privacidade que é firmada com o usuário foi construída a partir da Lei Geral de Proteção de Dados, de modo que a população entra no mapeamento de forma 100% anônima e não tem qualquer um de seus dados expostos”, completa Adam. “Acreditamos que, além de ser uma ferramenta importante para a autopreservação do cidadão, ela pode fornecer dados relevantes para as diversas instâncias de gestão pública”, completa ele, lembrando novamente que informações compartilhadas com órgãos de saúde são totalmente anonimizadas.

Entre os próximos passos do GHM estão o acesso a dados laboratoriais para monitoramento automático dos casos de Covid-19 em outras cidades do Brasil; o desenvolvimento de uma versão para empresas (pela qual será possível evitar a disseminação de casos internamente, entre os trabalhadores); e outra voltada à comunidade estudantil, uma das mais impactadas pelas incertezas trazidas pela pandemia.

Além do Instituto Butantan e do Município de Araraquara, são parceiros ou apoiadores do Global Health Monitor o CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o programa Startup With IBM (da IBM), a HiLab (Health Tec de Curitiba), EZOK e a Ninho Digital.

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