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Highline se propõe a comprar licença 5G e oferecer espectro como serviço para ISPs

Ana Paula Lobo - 22/03/2021

Os pequenos prestadores de serviços de telecomunicações, responsáveis pela interiorização da fibra ótica e que reunidos são a maior operadora de telecom no Brasil, de acordo com dados da Anatel, só terão condições de participar do leilão 5G se unirem esforços - em consórcios -ou se adotarem modelos alternativos. "O uso da faixa vai demorar, mas o leilão é agora e a apresentação das garantias também", observou o diretor de estratégia e novos negócios da Highline, Luis Minoru, ao participar de painel sobre o 5G no Fórum das Operadoras Inovadoras, realizado pelo Mobile Time e pelo Teletime, nesta segunda-feira, 22/03.

A proposta da Highline para os ISPs é inovadora. A companhia se dispõe a comprar a licença 5G - um investimento elevado, mesmo na faixa dedicada aos provedores regionais - e repassar o espectro como serviço, junto com toda a infraestrutura. "Não vai dar para fazer 5G sem compartilhamento do ecossistema. O espectro é um dos componentes importantes na cadeia. Mas insisto: isso só vai acontecer se os ISPs se juntarem e virem que ao final, a conta vai fechar", observou Minoru.O executivo da Highline informou ainda que já pilotos em andamento do modelo completo de serviço, mas não quis revelar em quais cidades eles acontecem nem quem são os parceiros.

"Se não entrarmos no leilão 5G vamos estar mortos daqui a 10 anos", observou o presidente da Brisanet, José Roberto Nogueira. Ele admite que só será possivel participar- e já negocia - a partir de um consórcio de provedores. "No Nordeste existem 1421 sites. Para o 5G, vmaos ter de quadruplicar e o custo médio de uma NR, a ERB 5G, fica em US$ 250 mil. Então, todo mundo vai ter de sentar e fazer conta junto. Mas é certo que ficar de fora também pode custar muito caro", afirmou.

Posição também defendida pelo CEO da Um Telecom, Rui Gomes. "Só vamos participar com consórcio e estamos negociando", adicionou. Gomes falou do interesse na faixa de 26GHz, que segundo ele, poderá ter um interesse menor. "Essa faixa me parece viável e interessante para termos banda larga móvel. O edital do 5G é complexo e ainda precisa ser mais bem detalhado", observou.

O presidente da Qualcomm, Luiz Tonisi, lembrou que as pequenas prestadoras são o Brasil que deu certo em telecomunicações ao expandirem a oferta de fibra ótica para o interior do país. Segundo ele, é absurdo colocar fibra ótica e 5G como antagonistas. "Não são. Os dois se complementam e muito", ressaltou o executivo. Ele lembra que, hoje, apenas 35% das casas brasileiras têm banda larga, o que significa que há 65% do mercado não atendido e o 5G terá papel de política pública nos próximos anos. A Qualcomm também aproveitou o evento para afirmar que vai entrar no mercado de Wi-Fi 6 e de Wi-Fi 6E. "O maior interesse nosso é levar conectividade. O 5G é para todos. O Wi-Fi é para todos", completou Tonisi.

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A proposta da empresa, explicou Luis Minoru, diretor de estratégia e novos negócios, é o de oferecer toda a infraestrutura na modalidade de serviço. Já há testes em andamento, não revelados, para o funcionamento da modalidade que inclui a operação de telefonia móvel.

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