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WEG escolhe Claro para rede 5G voltada à Indústria 4.0

Ana Paula Lobo* - 23/03/2021

A WEG escolheu a Claro para ser a infraestrutura de rede 5G para o projeto 'Open Lab WEG/V2COM', anunciado em fevereiro deste ano. A rede será instalada em uma fábrica da companhia com alto nível de automação em Jaraguá do Sul (SC), em ambiente real de produção. O projeto conta com a participação do BeOn, hub de inovação da Claro, e com a colaboração da Ericsson e da Qualcomm.

O "Open Lab WEG/V2COM" é primeiro projeto-piloto viabilizado pelo Acordo de Cooperação Técnica assinado, em novembro do ano passado, entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com o objetivo de testar a aplicação da tecnologia 5G em redes privativas para uso industrial.

"Entre as aplicações IoT que serão testadas neste projeto, estão leitura e monitoramento de sensores, acionamento remoto de dispositivos baseado na informação dos sensores, aplicações multimídia, controle de robôs e máquinas de forma remota, entre outras. Este projeto reforça a colaboração de longa data entre a Claro e a indústria. Por meio da Embratel, a Claro é um líder no segmento empresarial e corporativo no Brasil", explica o diretor de IoT da Claro, Eduardo Polidoro.

Um dos objetivos da parceria é avaliar o desempenho de aplicações IoT utilizando a tecnologia 5G, principalmente a conexão de dispositivos com a rede celular de 5ª geração, avaliando o throughput (velocidade de dados) e latência mais adequados a cada caso de uso. Será feita também a validação da faixa de frequência sub-6 (3.5 GHz), além de testes de integração e interoperabilidade.

"As redes 5G irão expandir o mercado celular no segmento IoT industrial, fornecendo novos recursos, como alta confiabilidade e soluções de rede orientadas às necessidades do negócio. As redes LTE disponíveis atualmente já podem servir a muitos casos de uso, ao mesmo tempo em que apresentam um roadmap para 5G que trará funcionalidades adicionais e otimizações para a Indústria 4.0", afirma André Sarcinelli, diretor de Engenharia da Claro.

Aplicações industriais da IOT

Os testes demonstrarão o potencial das redes 5G implementadas e gerenciadas por uma operadora celular, disponibilizando dados para futuros novos modelos de negócios, como "Rede 5G como Serviço", permitindo às empresas minimizar riscos e custos de implantação da tecnologia em plantas industriais e outros cenários. As operadoras podem aproveitar o espectro licenciado, dedicando uma parte às indústrias em áreas onde o espectro não é totalmente utilizado e aproveitando a experiência na implantação e operação de redes móveis.

De acordo com a ABI Reasearch, haverá mais de 4 bilhões de dispositivos sem-fio conectados nas fábricas inteligentes até 2030. Com capacidade de trafegar dados a altas taxas e latência abaixo de 10ms, o 5G é a principal tecnologia para digitalizar centros logísticos, conectar robôs e sensores, automatizar linhas de produção e tornar o ambiente mais produtivo e seguro aos trabalhadores.

As redes celulares são ideais para os requisitos de comunicação essenciais para os negócios de fábricas, centros logísticos e outros setores corporativos, bem como para órgãos de segurança pública. A Claro considera que este projeto é mais uma demonstração de que a empresa segue adiante com a estratégia de ser cada vez mais um agente relevante dentro do ecossistema de inovação aberta. O "Open Lab WEG/V2COM" será um grande laboratório para o desenvolvimento de novos casos de uso com foco em Indústria 4.0.

A WEG utilizará também produtos WEG/V2COM desenvolvidos para conectividade em 5G industrial neste projeto. "Termos a possibilidade de testar em ambiente real de produção uma rede 5G dedicada e privativa operada por um especialista como a Claro nos coloca em posição privilegiada para levarmos soluções de negócio ao mercado de forma mais rápida e mais conveniente", explica Guilherme Spina, Diretor da V2Com, empresa do Grupo WEG. Será utilizado o espectro de frequências abaixo de 6GHz (sub-6) em 3,5GHz, por meio de uma licença de uso científico concedida à Claro pela Anatel. Os testes seguirão as definições do 3GPP (Third Generation Partnership Project), organização internacional responsável por certificar novas tecnologias celulares.

Aspectos técnicos

A infraestrutura 5G será disponibilizada e implementada pela Ericsson. "O 5G é a plataforma de inovação mais importante da próxima década, impulsionando a digitalização de toda a sociedade e consolidando a quarta revolução industrial. De acordo com o Global Innovation Index de 2020, os dez países mais bem posicionados no ranking de inovação são também os dez maiores em adoção da tecnologia 5G, ou seja, a quinta geração de tecnologia móvel será fundamental para aumentar a competitividade da indústria brasileira, melhorar a eficiência das empresas e possibilitar o surgimento de novos serviços da economia digital", diz Tiago Machado, vice-presidente de Negócios da Ericsson Brasil.

Os dispositivos protótipos e módulos 5G utilizados serão baseados na plataforma Qualcomm 5G de 2ª geração da Qualcomm Technologies, o Qualcomm® Snapdragon ™ X55 5G Modem-RF System - um sistema abrangente e solução de modem a antena totalmente integrada, que suporta virtualmente qualquer combinação de bandas e operação 5G, projetado para otimizar o desenvolvimento de várias categorias de produtos de banda larga móvel, incluindo soluções industriais. A Qualcomm Technologies também pode contribuir com o projeto fornecendo ferramentas (dispositivos de teste), recursos de engenharia para testes, coleta de dados e análise de protocolo, calibração de RF do dispositivo e testes pré-Anatel para apoiar a homologação e implementações futuras.

"Temos o orgulho de colaborar com a Claro, Ericsson e WEG/V2COM neste marco significativo para o Brasil, que é a implantação de uma rede 5G em uma planta industrial. A IoT na indústria está passando por uma grande transformação, o que permitirá benefícios como manufatura flexível, manutenção preditiva e maior eficiência em geral. A conexão 5G conduzirá essa transformação, também conhecida como 'fábrica do futuro' ou Indústria 4.0, para o próximo nível", afirma Fiore Mangone, Diretor Sênior de Desenvolvimento de Negócios da Qualcomm Serviços de Telecomunicações Ltda para a América Latina.

   
   







 

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